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14 de fevereiro de 2026 07:44

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Como será a Copa do Mundo de esports que vai pagar mais de R$ 235 milhões em prêmios

O ano de 2026 não será só de Copa do Mundo, que acontecerá nos Estados Unidos, Canadá e México, mas também da Esports Nations Cup, que nada mais é que o Mundial dos esportes eletrônicos.

Com sede em Riad, na Arábia Saudita, a “ECN” promete reunir mais de 100 nações do mundo inteiro competindo em 16 modalidades, com jogos offline e também online. A ideia é que os países passem por eliminatórias até chegar à competição principal, marcada para novembro.

Organizadora do campeonato, a Esports World Cup Foundation também produz a Esports World Cup, campeonato mundial de clubes do ramo, que teve edições em 2024 e 2025.

“Cada jogo que incluirmos no campeonato vai ter uma estrutura diferente, e isso depende de como a desenvolvedora tende a operar esse ecossistema”, disse Mike McCabe, vice-CEO da Esports World Cup Foundation, em entrevista exclusiva à ESPN. “É muito importante para nós que o torneio seja autêntico com o que a comunidade está acostumada”.

“Nós já anunciamos alguns jogos e muitos outros serão anunciados nas próximas semanas. Mas o que é realmente interessante é ter que criar uma competição de seleções em um cenário que, tradicionalmente, é estruturado por clubes onde os melhores jogadores do mundo estão. Estamos focados em identificar como podemos juntar todas esses times nacionais ao redor do mundo e dar suporte a esses parceiros para crescer”.

Com premiação total de mais de US$ 45 milhões (R$ 235 milhões), a competição de esportes eletrônicos surgiu a partir do PIF, fundo de investimento saudita destinado ao esporte e lazer no país e que financia os principais clubes de futebol do país, como Al Hilal, Al Nassr, Al Ittihad e Al Ahli.

“A população da Arábia Saudita é muito jovem: 75% estão abaixo dos 35 anos. E outra coisa que é muito diferente é que mais de 70% do povo saudita se identifica como ‘gamer’, é uma paixão real. É como o Brasil, onde são apaixonadas por jogos e esse é o principal trunfo”, explica McCabe, que compara com o futebol.

“O que é diferente, por exemplo, é que os esports são muito novos. Os esportes eletrônicos não reconhecem essas fronteiras e ligas da mesma forma que o futebol, como a Premier League no Reino Unido em que há o foco nacional e, no máximo, a Champions League para jogar contra o continente. Nos esports as ligas regionais se transformam, sempre, em ligas globais, operando sem fronteiras”.

Buscando atingir mais públicos, o vice-CEO da fundação a Copa do Mundo dos esports detalhou os motivos por trás da criação da competição.

“O que estou mais ansioso é em criar a melhor experiência para o telespectador em relação aos jogadores e aos jogos. Estamos animados para abrir as portas de Riad para o mundo e esperamos mais de 100 países representados durante as quatro semanas de ENC. E, com todas essas nações, poderemos ver e viver suas culturas, como é na Copa do Mundo ou nas Olimpíadas, onde você pode ver pessoas de todo mundo torcendo e celebrando seu país”.

Potência em diversos títulos do esporte eletrônico, o Brasil não deve ficar de fora da Esports Nations Cup.

“Há muitas competições que esperamos que a seleção brasileira seja muito forte, como no mobile, PC ou console. Tem uma força e uma paixão muito real, e isso chegou a nós quando estávamos fazendo o programa de parceria e vimos o grande número de pessoas que queriam estar envolvidos em montar uma estrutura para a seleção do Brasil”, discursou o vice-CEO.

“E a paixão brasileira nós não vimos em nenhum lugar. Na Esports World Cup (competição de clubes), tínhamos 115 jogadores brasileiros, mas pareciam que eram mais de 1000. Principalmente por conta dos torcedores, quando estão na arena, você sabe que há um time brasileiro competindo, com baterias e músicas. É algo que estou muito animado de termos o Brasil aqui”.

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