E foi passando todo mundo. A cartada da troca do motor apareceu nas pelo menos cinco manobras que ele fez ainda no meio da reta principal. A cartada das mudanças apareceu nas reclamações do holandês por falta de aderência, que desapareceram durante a prova.
E a pilotagem de Verstappen não ficou para trás em uma manobra de muito longe por dentro na primeira volta e em uma ultrapassagem por fora em cima de Russell no final pela terceira posição no pódio.
E teve a atitude dele também, ignorando os pedidos do engenheiro para cuidar dos pneus macios. “Não temos nada a perder”, disse ele, um dia depois de se colocar totalmente fora da disputa do campeonato. É fato que seria uma virada e tanto. Eles está 49 pontos atrás e agora são apenas 83. Mas digamos que, para quem não acredita no penta, até que ele está se esforçando.
Bortoleto cumpriu o que prometeu, mas não deu certo
Gabriel Bortoleto não esconde que se espelha muito em Verstappen. E deixou claro desde a corrida agressiva da Cidade do México que não iria mais ter uma postura conservadora quando estivesse fora dos pontos. Era algo que funcionava quando ele estava lutando pelo campeonato nos últimos anos, mas que ele entendeu que não cabia mais para o momento atual dele.
O brasileiro chegou em Interlagos com isso na cabeça. Na sprint, tentou ultrapassar Albon na penúltima volta, levou o troco, tentou de novo na última, e acabou tendo seu pior acidente da carreira. Ouviu do comando da equipe que era isso mesmo, que campeões, como Verstappen, também passaram muitas vezes do limite antes de aprender a andar o mais próximo possível dele.
