O republicano Rand Paul, senador pelo Kentucky, disse, em declaração ao NewsNation, que a situação de ontem “parece muito o início de uma guerra”, e acrescentou que não é papel de Washington “sair em busca de monstros pelo mundo, procurando adversários e guerras.”
O senador democrata, Chris Coons, de Connecticut, também em declaração ao NewsNation, declarou estar “gravemente preocupado” com a possibilidade do governo americano conduzir o país para um conflito armado com a Venezuela.
Logo após a ação, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a apreensão do navio e declarou que isso havia ocorrido “por um motivo muito bom”, sem entrar em detalhes sobre as motivações para a ação.
A embarcação apreendida seria o navio petroleiro Skipper, segundo identificação feita pelo grupo britânico de gestão de riscos marítimos Vanguard.
O Skipper pertence ao grupo Triton, registrado nas Ilhas Marshall, e tem bandeira guianense. O navio já estava sob sanções dos EUA por, anteriormente, transportar petróleo para o Irã, sob o nome “Adisa”.
Em resposta, o governo de Nicolás Maduro declarou, por meio de comunicado que a apreensão do navio constitui um “roubo flagrante e um ato de pirataria internacional”.
Conforme o comunicado, o ato do governo Trump teria “revelado” as verdadeiras intenções dos EUA na região. “Sempre se tratou de nossos recursos naturais, nosso petróleo, nossa energia, recursos que pertencem exclusivamente ao povo venezuelano.”
A embarcação foi capturada ontem na costa da Venezuela, por meio de uma ação conjunta do FBI, da Segurança Nacional e da Guarda Costeira americanas, além do apoio de militares, conforme informações dadas pela secretária de Justiça, Pam Bondi.
Em publicação no X, Bondi ressaltou que o navio já estava sob sanções por seu “envolvimento em uma rede ilícita de transporte de petróleo que apoiava organizações terroristas estrangeiras.”
A apreensão do navio Skipper mexeu com os mercados e com o preço dos contratos futuros de petróleo, que subiram após a notícia.
Para analistas a ação desta quarta-feira servirá para intimidar outras companhias que atuam na região, o que pode afetar o escoamento dos cerca de 900 mil barris de petróleo exportados pela Venezuela atualmente.