A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANNEL) aprovou, nessa quarta-feira (22), o reajuste tarifário da Energisa Mato Grosso, com efeito médio de 6,86% para os consumidores. Para residências, o aumento será de 5,12%, enquanto a média na baixa tensão ficou em 5,27% e, na alta tensão, chega a 10,42%, conforme os novos índices que passam a valer após publicação no Diário Oficial da União.
Segundo a Aneel, os índices aprovados foram amenizados pela aplicação do diferimento tarifário, mecanismo que permite adiar parte dos custos para ciclos futuros, reduzindo o impacto imediato nas contas de luz. Esse procedimento segue regras previstas nos Procedimentos de Regulação Tarifária (PRORET).
A alta tensão engloba grandes consumidores, como indústrias e empresas conectadas em níveis mais elevados de energia (classes A1 a A4). Já a baixa tensão reúne desde residências até pequenos comércios, produtores rurais e serviços públicos, incluindo iluminação pública.
O reajuste anual é um processo mais simples dentro do modelo do setor elétrico e ocorre nos anos em que não há revisão tarifária periódica. Nesse cálculo, são atualizados custos da distribuidora com base na inflação e no chamado Fator X, além do repasse de despesas com compra e transmissão de energia e encargos setoriais.
Já a revisão tarifária periódica, realizada em intervalos maiores, define parâmetros mais amplos, como metas de qualidade, perdas de energia e os custos eficientes da distribuidora.
Com o novo reajuste, o impacto será sentido diretamente no orçamento de famílias e empresas em Mato Grosso, especialmente em um cenário de pressão sobre despesas básicas.
Os novos índices passam a valer após a publicação no Diário Oficial da União (DOU) e terão impactos diferentes conforme a classe de consumo.
