As demonstrações financeiras de 2025 do Corinthians apontaram um patrimônio líquido negativo de R$ 774 milhões, o que significa que, mesmo se o clube vendesse todos os seus bens, continuaria com essa dívida.
Diante do cenário, uma auditoria independente colocou em dúvida a continuidade operacional do clube.
Em relatório que será apresentado aos conselheiros na próxima segunda-feira, a auditora Parker Russel definiu esse quesito como uma “incerteza relevante”.
Citou, além do patrimônio líquido negativo, déficits acumulados recorrentes de R$ 1,2 bilhão, capital de giro negativo de R$ 542 milhões e geração de caixa operacional de R$ 74 milhões.
A auditoria destacou que o Corinthians depende de medidas bem-sucedidas de rentabilidade, o retorno ao patrimônio líquido positivo e incremento da geração de caixa das atividades operacionais, de modo a mitigas o risco de descontinuidade.
“Essas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional do clube”, apontou o relatório.
Também foram relatados diversos pontos com inconsistências, como insuficiência de informações para avaliação e divulgação nas demonstrações financeiras no que envolve a Neo Química Arena.
Ainda destacou que não existem controles e mensuração contábil adequados das rubricas de caixa, fornecedores a pagar, exploração de direitos de imagem e adiantamentos diversos.
O déficit líquido do ano de 2025 foi registrado em R$ 143,4 milhões, contabilizando amortizações, operacional e depreciação. A receita operacional líquida foi de R$ 810 milhões, contra R$ 885 milhões em despesas operacionais.
Em dezembro, a dívida bruta atingiu o patamar de R$ 2,7 bilhões.
