O investigador da Polícia Civil de Mato Grosso Manoel Batista da Silva, de 52 anos, preso preventivamente nesse domingo (1º) por supeita de ter estuprado uma mulher presa, teria praticado o crime ao menos quatro vezes contra a mesma vítima, dentro da delegacia em Sorriso (MT), segundo o advogado Walter Rapuano, defesa da detenta.
A mulher foi presa na no dia 8 de dezembro e passou por audiência de custódia no dia seguinte às 16h. Após a audiência, ela foi levada pelo suposto agressor até a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para ser submetida ao exame de corpo de delito.
Ao retornaram, por volta das 18h, momento em que supostamente o autor do crime praticou o primeiro estupro. Já o segundo ato de violência foi praticada horas depois.
Ainda segundo a defesa, o terceiro estupro ocorreu durante a madrugada e o quarto ao amanhecer. Todos eles, somaram quatro episódios de violência sexual entre a noite do dia 9 de dezembro e a manhã do dia 10.
Na troca de turno, a vítima foi transferida da Delegacia de Sorriso para a Cadeia Feminina de Arenápolis, onde permaneceu presa até a noite da segunda, dia 12. A decisão judicial que revogou a prisão temporária foi publicada às 18h05 do mesmo dia.
“A partir daí, na manhã do dia 13 de dezembro, pedi que ela me relatasse tudo em uma videochamada, a qual gravei, pedi que ela não tomasse banho, para preservar vestígios de DNA que ainda pudessem estar presentes e em seguida procurei a Promotoria de Sorriso para, em sigilo, denunciar os crimes”, afirmou.
Ainda na tarde do dia 13, após retornar de ônibus de Arenápolis para Sorriso, a vítima foi acompanhada até o Ministério Público, que já aguardava sua chegada. O depoimento foi colhido pela instituição e, por requisição do órgão, ela foi encaminhada à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para coleta de material genético.
Segundo informações repassadas à defesa, o médico perito adiantou que havia vestígios de esperma no material coletado. Com base nos exames e em outras provas reunidas, o Ministério Público encaminhou o caso à delegada responsável pela investigação, que solicitou a coleta de DNA dos policiais que estavam de plantão na data dos fatos.
Com a chegada do resultado positivo do exame pericial, na sexta-feira seguinte, e diante do conjunto probatório, foi feito o pedido de prisão do suspeito. A ordem foi deferida pela Justiça e cumprida nesse domingo.
A Corregedoria Geral da Polícia Civil acompanha o caso e aguarda o recebimento dos autos do inquérito para adoção das providências administrativas cabíveis. Em nota, a Polícia Civil afirmou que atua com transparência na apuração de irregularidades envolvendo seus servidores, destacando que não tolera desvios de conduta e que todas as denúncias são investigadas com rigor.
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