O delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP), afirmou que Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, preso na última sexta-feira (29), por ter estuprado e assassinado Solange Aparecida Sobrinho, em julho, dentro da Universidade Federal de Mato Grosso, “caçava” mulheres vulneráveis, buscava mais vítimas e tinha o campus como “reduto do crime”.
“O lugar que ele frequenta bastante era a UFMT, segundo a mãe dele, que veio aqui na delegacia falar comigo. O reduto dele é a UFMT. Pelo histórico do boletim de ocorrência, ele pegava pessoas vulneráveis. A nossa vítima, Solange, tem esquizofrenia. A última vez, ele pegou uma grávida. Então, pegava mulheres indefesas”, disse o delegado em coletiva.
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“O [caso] da Solange foi na UFMT, os outros casos são em praças. É um perfil de estuprador. Ele ataca mulheres para ter o ato sexual, quando não consegue, mata. Pelo histórico, ele age sozinho, geralmente com faca. Em 2021, fez um estupro de uma mulher grávida de seis meses”, acrescentou.
Solange foi encontrada morta na manhã do dia 24 de julho, dentro de uma construção abandonada no campus, conhecida como antiga associação Master.
De acordo com o delegado, a perícia confirmou que a vítima morreu por asfixia devido à esganadura. Além disso, foi constatado que ela havia sido estuprada, uma vez que o exame pericial indicou presença de sêmen nas cavidades vaginal e anal da vítima.
Ainda conforme a autoridade policial, Reyvan é considerado de alta periculosidade.
“É um cara bastante perigoso. E há probabilidade muito grande de encontrarmos outras vítimas de estupro ou até morte depois dessa prisão […] Ele tem diversos boletins de ocorrência de estupro, roubo, perturbação do sossego. Como é usuário de drogas, ataca mulheres. É um suspeito que pratica atos libidinosos e estupros na rua”, disse.
Em audiência de custódia, a Justiça de Mato Grosso manteve a prisão do criminoso. Ele deve responder pelos crime na cadeia.
