Celebrado neste domingo (22), o Dia Mundial da Água foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para ampliar o debate sobre a importância da preservação dos recursos hídricos e os desafios relacionados ao acesso à água de qualidade.
Apesar do planeta ser coberto por água, apenas uma pequena parcela está disponível para consumo humano. Além disso, a distribuição é desigual e a qualidade desse recurso tem sido comprometida por ações humanas, como poluição e o desmatamento.
A água também é reconhecida como um direito humano desde 2010, quando a ONU declarou o acesso à água potável e ao saneamento básico como essencial. No entanto, na prática, esse direito ainda não é garantido para toda a população.
Apesar de ser reconhecida como um direito humano, a água de qualidade ainda não é uma realidade para toda a população. No Brasil, o acesso desigual ao recurso evidencia problemas que vão além da preservação ambiental. Para a bióloga Isabelly Barros, a questão envolve também fatores sociais e a necessidade de políticas públicas mais eficazes.
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acesso ainda é desigual no Brasil
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poluição e esgoto comprometem a qualidade
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uso de agrotóxicos afeta rios e nascentes
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desmatamento reduz a disponibilidade de água
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falsa sensação de abundância gera desperdício
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preservar hoje garante água no futuro
“Embora seja um direito reconhecido, ele ainda não é plenamente garantido. No Brasil, convivemos com desigualdades profundas no acesso à água de qualidade. Isso revela que, além de um recurso natural, a água também é uma questão social, que exige políticas públicas eficazes e responsabilidade coletiva”, afirma a bióloga Isabelly Barros.
Entre os principais fatores que comprometem a qualidade da água estão ações humanas que impactam diretamente o meio ambiente, como o descarte irregular de resíduos, o uso de agrotóxicos, o lançamento de esgoto sem tratamento e o desmatamento.
“Os principais fatores são o descarte inadequado de resíduos, o uso excessivo de agrotóxicos, o lançamento de esgoto sem tratamento e o desmatamento. São ações humanas que rompem o equilíbrio natural e comprometem diretamente a saúde dos ecossistemas e das pessoas”, explica.
Apesar do país concentrar grandes reservas de água doce, especialistas alertam que a percepção de abundância pode levar ao uso inadequado do recurso.
“É um pensamento perigoso. A falsa sensação de abundância leva ao desperdício e à negligência. A água é um recurso finito e vulnerável. Precisamos compreender que ter não significa poder desperdiçar, e que preservar hoje é garantir o amanhã, principalmente para as futuras gerações”, afirma a bióloga.
Desafios em Mato Grosso
No estado de Mato Grosso, o cenário também preocupa. O avanço do desmatamento e o uso intensivo do solo estão entre os principais fatores que impactam os recursos hídricos.
“Mato Grosso enfrenta desafios importantes, como o avanço do desmatamento, o uso intensivo do solo e a pressão sobre nascentes e rios. Essas práticas impactam diretamente a quantidade e a qualidade da água, comprometendo um patrimônio natural essencial para a vida e para o equilíbrio climático”, destaca.
Além disso, conforme a bióloga, a retirada da vegetação interfere diretamente no ciclo da água.
“As florestas desempenham um papel fundamental na proteção das nascentes, na infiltração da água no solo e na regulação do clima. Sem vegetação, há aumento da erosão, assoreamento dos rios e redução da disponibilidade hídrica. Desmatar é, também, comprometer o ciclo da água”, explica.
Uso consciente
Diante desse cenário, atitudes simples no dia a dia podem contribuir para reduzir o desperdício e preservar o recurso. A adoção de hábitos mais conscientes dentro de casa é apontada como uma das formas mais imediatas de evitar o uso excessivo da água.
Entre as práticas recomendadas estão reduzir o tempo de banho, fechar a torneira ao escovar os dentes, evitar lavar calçadas com mangueira e reaproveitar água sempre que possível, como a da máquina de lavar.
“Pequenas atitudes fazem grande diferença: reduzir o tempo de banho, evitar desperdícios, reutilizar água sempre que possível e adotar um consumo mais consciente”, orienta a bióloga Isabelly Barros.
Além das ações individuais, a especialista destaca que a conscientização também passa pela educação.
“Mais do que isso, é fundamental educar as crianças pelo exemplo, formando cidadãos que respeitem e cuidem da natureza com responsabilidade e sensibilidade”, completa.
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