A guerra comercial entre Estados Unidos e China foi determinante para o aumento da participação do Brasil no mercado internacional da soja e para a forte expansão da cultura em Mato Grosso. A avaliação é do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, feita nesta quarta-feira (14).
Segundo o dirigente, a disputa entre as duas maiores economias do mundo reduziu a competitividade da soja norte-americana no mercado chinês, abrindo espaço para o avanço do produto brasileiro. “Essa guerra comercial beneficiou o Brasil, que passou a ocupar mercados que antes eram dos Estados Unidos”, afirmou.
Beber relacionou diretamente esse cenário internacional ao crescimento da área plantada no estado nos últimos anos. De acordo com ele, grande parte da expansão ocorreu sobre áreas anteriormente destinadas à pecuária, que foram convertidas em lavouras.
FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: CANAL DO WHATSAPP | PLANTÃO NORTÃO MT | INSTAGRAM DO NORTÃO MT
“Em 2019, Mato Grosso cultivava cerca de 9,6 milhões de hectares de soja. Hoje, estamos em torno de 13 milhões de hectares”, destacou.
O presidente da Aprosoja-MT também ressaltou que a melhoria da infraestrutura logística foi decisiva para viabilizar esse avanço. Segundo ele, a ligação com o Porto de Miritituba, no Pará, e outros investimentos no setor reduziram custos e aumentaram a competitividade da produção mato-grossense no mercado externo.
“A ligação com o Porto de Miritituba e outros investimentos logísticos foram fundamentais para tornar essa produção economicamente viável”, disse.
Para Beber, o episódio evidencia como fatores geopolíticos podem influenciar de forma rápida os fluxos do comércio agrícola global. “Se não fosse essa disputa entre Estados Unidos e China, o Brasil dificilmente teria avançado tanto em tão pouco tempo”, concluiu.
NORTÃO MT COM VG NOTÍCIAS
