Drauzio Varella tornou-se onipresente no Brasil quando o assunto é saúde baseada em evidência científica.
Mesmo colecionando ao longo de décadas uma grande quantidade de livros e artigos escritos, de programas gravados para a televisão e de vídeos publicados no YouTube, aprendemos em seu documentário biográfico que o médico manteve em sua trajetória uma admirável simplicidade em relação à forma de lidar com a vida.
Drauzio preservou, apesar da fama, a capacidade de dar atenção ao que acomete e importa para a saúde da população, do cidadão comum e até mesmo daqueles marginalizados pela sociedade
Pessoalmente, eu sou muito grato e admirador do seu trabalho por ter iniciado lá na década de 1980 e mantido vivo desde então o debate público e a comunicação de massa sobre o HIV/Aids e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por seu esforço contínuo de humanizar as pessoas vulneráveis ou já infectadas com elas, e por se manter sempre atento, atualizando sua audiência, acerca do que a ciência gerou de novidade e conhecimento.
Muita gente no Brasil teve seu primeiro, se não o único, contato com estes tão estigmatizados temas de saúde pública por meio dos conteúdos produzidos por Drauzio Varella. E o segredo para conseguir levar temas soterrados de tabus para dentro da casa dos brasileiros não é outro senão a fala mansa, empática e humanizada, sempre baseada na ciência e isenta de julgamentos morais.
Assim, para entender o caldeirão de onde saiu essa fórmula de sucesso para a comunicação em saúde, às vésperas do 1º de dezembro, Dia Mundial da Aids, #ricomendo que pare duas horinhas da sua vida para conhecer um pouco mais da inspiradora e exemplar vida do Dr. Drauzio Varella no documentário “A Vida é uma Maratona”. Afinal, aposto não existe um brasileiro que não tenha sido influenciado positivamente por ele.
