14/02/2026

14 de fevereiro de 2026 19:27

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Dólar à vista avança em meio a ajuste técnico e aversão a risco | Finanças

O dólar à vista exibiu valorização frente ao real na sessão desta sexta-feira, em um movimento de aversão a ativos de risco que atingiu principalmente a moeda brasileira, entre os mercados de câmbio emergentes. Como justificativa para o movimento de hoje, operadores mencionaram também um ajuste técnico por causa da recente valorização do real e do feriado.

Encerradas as negociações desta sexta-feira, o dólar à vista fechou negociado em alta de 0,57%, cotado a R$ 5,2293, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,2040 e batido na máxima de R$ 5,2490. Já o euro comercial avançou 0,52%, a R$ 6,2044. No dia, o real registrou o terceiro pior desempenho frente ao dólar entre as 33 mais líquidas, melhor apenas do que o peso chileno e o shekel israelense.

Desde o começo do pregão, o dólar exibiu apreciação no Brasil. A dinâmica ganhou intensidade perto da abertura dos mercados acionários em Wall Street, o que foi lido por traders como uma contaminação do mercado de câmbio local pelo sentimento de aversão a risco no exterior.

O estrategista de moedas Francesco Pesole, do banco ING, diz em nota que a subvalorização do dólar indica que o balanço de riscos está inclinado para cima nos próximos dias para a moeda americana.

“No entanto, a movimentação de preços desta semana sugere fortemente uma tendência de venda nas altas do dólar, e temos dificuldade em imaginar uma recuperação substancial da moeda americana a partir de agora.”

Operadores locais também dizem acreditar que a apreciação de hoje poderá ser revertida na semana que vem, após passarem os feriados no Brasil e nos EUA. “A verdade é que houve muita venda de dólar nos últimos meses. Chega perto de feriado, há algo mais psicológico de reduzir a exposição, de tirar o pé mesmo. Mas a tendência é que o dólar continue fraco’, diz um broker de corretora, na condição de anonimato.

Para o economista-chefe da Frente Corretora, Fabrizio Velloni, enquanto a incerteza em torno da política americana continuar, o dólar deve manter o viés de queda.

“Estamos vendo uma busca por diversificação de risco, com fluxos financeiros em especial para emergentes, por conta da insegurança sobre as tomadas de decisões nos Estados Unidos.”

O que na leitura do economista pode vir a alterar essa dinâmica são as eleições de meio de mandato no país, em especial se Trump perder parte de sua base no Congresso. “Se ele perder a maioria no Congresso, ele não deve ficar menos intempestivo, mas suas ações serão mais filtradas, o que tira poder dele. Isso tem reflexo direto no mercado e pode significar dólar voltando a ter força.”

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