24/02/2026

24 de fevereiro de 2026 19:17

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Dólar fecha em queda e vai a R$ 5,15 em dia mais favorável a moedas emergentes | Finanças

O dólar à vista encerrou o pregão de hoje em queda frente ao real, em linha com o movimento observado em outros mercados emergentes. Operadores afirmaram que, na ausência de dados e notícias que pudessem dar direção aos ativos nesta terça-feira, houve tanto um maior apetite global a risco quanto uma busca (comum neste começo de ano) por diversificação, que beneficiou os ativos brasileiros, em especial o Ibovespa e o real.

Encerrado o pregão do mercado à vista, o dólar comercial registrou desvalorização de 0,26%, a R$ 5,1553, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,1424 e batido na máxima de R$ 5,1847. Mais uma vez, o dólar encerra no menor patamar em 21 meses, na quarta sessão seguida de queda. Já o euro comercial caiu 0,37%, a R$ 6,0722.

Perto do fechamento, o real apresentava o quinto melhor desempenho entre as 33 moedas mais líquidas, ao lado do peso chileno, do peso mexicano, do Renminbi chinês e do rand sul-africano. Já o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de outras seis divisas fortes, avançava 0,15%, aos 97,855 pontos.

O dólar à vista iniciou o pregão de hoje em alta e passou boa parte da manhã nesta orientação. A dinâmica, contudo, perdeu tração e a moeda americana passou a recuar perto das 12h. Operadores não atribuíram o movimento a um único evento, apontando o cenário externo e a busca por diversificação como motivos para esse movimento.

Operadores também mencionaram ainda que informações preliminares sobre pesquisas de intenção de voto estariam circulando nas mesas de operação, o que pode ter influenciado a formação de preço nos mercados locais. A notícia da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, sobre o resultado de uma pesquisa eleitoral pós-Carnaval ter deixado o governo tenso pode ter contribuído para isso, já que notícias anteriores tinham indicado uma maior rejeição a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De todo modo, o que fez mais preço na sessão de hoje foi um possível fluxo para emergentes, segundo operadores ouvidos pela reportagem. Para o gestor Guilherme Preciado, da Opportunity Gestora, teses sobre “debasement” (desvalorização acentuada de moedas em contraponto a ativos reais) e sobre a intenção do governo americano em desvalorizar a moeda propositalmente não explicam esse movimento recente do dólar desvalorizando globalmente.

Para o gestor, a tese que se mostra mais firme sobre o enfraquecimento global do dólar é a que aborda a busca por diversificação, por ativos reais, e menos por tecnologia, seja por conta dessa nova economia com a inteligência artificial, seja por conta dos “valuations” [preços de mercado] dos ativos americanos que estavam muito caros. “Isso não quer dizer que há desinvestimento nos Estados Unidos ou que os investidores estão tirando dinheiro de lá. É uma alocação menor, marginal”, diz. “Porque a percepção que se tem agora é que ativos de outras partes do mundo podem ter performances melhores do que os ativos americanos.”

O fato de ser uma tese muito “comprada”, com muitos players apostando nela, o gestor do Opportunity diz ter certo ceticismo de que esse movimento se estenda. “Hoje me parece esticada a compra desta tese. A alta na bolsa brasileira se deu quase integralmente por expansão de múltiplo, e não por crescimento de lucro. Isso gera um ponto de cautela em continuar comprando essa tese.” No caso do real, Preciado diz que boa parte da recente boa performance ocorreu por conta da combinação da onda global com a Selic elevada. “O real é um cavalo bem posicionado porque tem juros altos por trás. Um país com juros de 15% acaba sendo atrativo. É muito mais isso do que um ânimo particular com a história de Brasil. Daqui para frente eu teria receio”, afirma, acrescentando que a casa está zerada em real e em dólar.

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