Uma empresária do ramo da beleza foi presa na manhã desta sexta-feira (27), em Cuiabá, durante a Operação Quimera, que investiga um esquema de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio à Polícia Civil do Distrito Federal.
Ao todo, foram cumpridas nove ordens judiciais — quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão — expedidas pela Justiça com base nas investigações conduzidas pela 38ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal. O grupo, formado por mulheres, é suspeito de aplicar golpes virtuais em vítimas do DF e de outros estados, tendo como base operacional a capital mato-grossense.
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Golpe do falso intermediador
As investigações começaram após uma vítima do Distrito Federal perder mais de R$ 76 mil ao tentar comprar um veículo Mercedes-Benz anunciado em uma plataforma online. O criminoso utilizou identidade falsa para intermediar a negociação de um carro que, na verdade, pertencia a outra pessoa sem qualquer ligação com o esquema.
A prática é conhecida como “golpe do intermediário”, modalidade comum em sites de compra e venda como OLX, Facebook e Mercado Livre. Nesse tipo de fraude, o golpista se posiciona entre vendedor e comprador legítimos, manipula as informações e direciona o pagamento para contas vinculadas ao grupo criminoso.
Salão de beleza era base do esquema
Segundo a investigação, os acessos utilizados para aplicar os golpes partiam de um salão de beleza em Cuiabá, apontado como centro das operações. A proprietária do estabelecimento, titular da internet fixa utilizada nas fraudes, foi identificada como uma das principais envolvidas.
De acordo com a polícia, ela possuía 56 chaves Pix cadastradas, sendo 39 delas consideradas aleatórias, além de antecedentes por estelionato.
Outra suspeita teve seu número de telefone vinculado aos aparelhos utilizados nos crimes, inclusive para habilitação de linhas com dados falsos, em alguns casos utilizando informações da própria vítima.
Uma terceira integrante foi identificada como a primeira “conteira” do esquema, responsável por receber o valor total transferido pela vítima e distribuir os recursos entre as demais envolvidas no mesmo dia. Uma das investigadas possuía 22 chaves Pix e antecedentes por estelionato no estado de Sergipe. Outra apresentou movimentação financeira superior a R$ 240 mil em curto período, o que indica possível prática de lavagem de dinheiro proveniente de diversos golpes.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outras vítimas e possíveis integrantes do grupo criminoso.
NORTÃO MT
