Um combate que obviamente é controverso já que ele manteve como diretor da base o sujeito que acredita que na Europa temos valências mentais e, na África, valências físicas. Alfredo Almeida, que cometeu essa declaração eugenista no meio do ano, está empregado na Gávea ainda. Como combater o racismo assim? Tem mesmo que passar rapidão pelo slide.
O Flamengo, de acordo com o tom da apresentação, é maior do que o futebol brasileiro, maior do que os anéis de Saturno, maior do que as galáxias de Andrômeda e Grande Nuvem de Magalhães e se nivela mesmo apenas com o grande e magistral, colossal futebol europeu.
Pausa para tocar o hino da Liga dos Campeões e o do Sauditão porque se um tem a bola o outro tem a riqueza.
O estimado sheik qatari dono do PSG, segundo relato de Bap entre slides, foi falar para ele que teve medo de perder a final do Intercontinental, que o Flamengo jogou pra burro e que o trabalho de Bap deve estar sendo muito bem executado porque foi muito difícil passar pelo Flamengo, que, nossa, estava mesmo aflito com esse jogo, que time, meus amigos. Toca a musiquinha, corta para comentaristas e narrador dançando e vamos chacoalhar com Bap: tã-nam na-na-na-ãm na-na-ãm na-na-ãm.
“A FIFA escolheu um darling agora e é o Flamengo”. Um darling, olhem que coisa mais fofa a linguagem do presida. A FIFA tem um queridinho e esse queridinho é o Mengão, segundo o executivo. Não tivemos um slide para dar conta de tanto viralatismo, mas ele esteve presente.
Bap também pediu uma salva de palmas para o advogado que finalmente conseguiu encerrar o caso dos meninos do Ninho com as famílias. Não falou dos garotos, não citou a tragédia, não foi empático com a dor dos pais, não se implicou, não disse que tem famílias ainda bastante insatisfeitas, não falou sobre construir um memorial, nada. Pediu um salve para o advogado e bora lá: próximo slide.