Há quanto tempo Endrick joga na França? E essa sintonia com o elenco, com o estádio, com o jogo? Quantos anos ele tem? As perguntas surgem porque nada parece fora do lugar. O garoto está leve, solto, com um sorriso no rosto — como se estivesse jogando no quintal de casa.
Neste domingo, veio a estreia em casa. E veio com tudo o que uma estreia pede: aplausos, gritos, encantamento. Veio também com o troféu de craque do jogo, entregue não apenas pelos números, mas pela sensação que ele provocou em campo. Endrick jogou com alegria — e alegria, no futebol, costuma ser contagiante.
Na primeira partida pela Ligue 1, não marcou gols. Mas quem disse que faltou protagonismo? Estava lá, sorrindo largo nas comemorações dos companheiros. No primeiro gol, pulou em cima de Pavel e repetiu a comemoração do amigo, como quem já entende o idioma invisível do vestiário. No segundo, no gol de Abner, juntou-se à dancinha festiva, sem cerimônia, sem timidez, sem peso.
