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4 de março de 2026 12:30

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Entenda golpe que extorquia vítimas em até R$ 100 mil com fotos falsas de nudes

Uma quadrilha do Rio Grande do Sul usava perfis falsos de adolescentes para chantagear moradores de Mato Grosso e exigir valores que chegavam a R$ 100 mil por vítima. O grupo, especializado em extorsão digital, foi alvo nesta terça-feira (18) de uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso, que cumpriu 32 mandados em seis cidades gaúchas.

Entenda golpe que extorquia vítimas em até R$ 100 mil com fotos falsas de nudes. – Foto: Reprodução

Segundo a Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), os integrantes atuavam por meio de perfis falsos em redes sociais e mantinham vínculos diretos ou indiretos com a Penitenciária Estadual de Charqueadas.

Os criminosos criavam perfis de supostas adolescentes no Instagram e iniciavam conversas com as vítimas com pedidos simples, como orientações ou ajuda de algo. Depois, as conversas eram migradas para o WhatsApp.

A partir do momento em que os suspeitos conseguiam uma única foto do rosto da vítima, o grupo produzia montagens de nudes ou vídeos íntimos falsos.

Com o material adulterado, outro integrante assumia a negociação se passando por policial, responsável pela adolescente fictícia ou até parente. A vítima então era acusada de compartilhar conteúdo com menor de idade e pressionada a pagar valores altos para evitar exposição pública ou uma suposta prisão.

Em alguns casos, os golpistas também citavam envolvimento de facção criminosa para intensificar a ameaça e acelerar o pagamento.

Estrutura organizada e atuação interestadual

As investigações mostraram que os 16 suspeitos operavam de forma estruturada, dividindo funções entre criação dos perfis, abordagem inicial, edição das montagens e contato final de extorsão.

Para dificultar o rastreamento, o grupo usava vários e-mails, contas descartáveis e aparelhos diferentes em cada etapa.

Conforme a DRCI, a operação só avançou graças ao cruzamento de dados telemáticos e ao uso de ferramentas avançadas de análise digital, que permitiram mapear o fluxo das comunicações e conectá-las à penitenciária gaúcha.

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