As três pessoas presas no sábado (26), em Nova Ubiratã envolvidas no assassinato do advogado José Antônio da Silva, foram identificadas como Cleusa Bianchini, seu filho Alessandro Vageti e a neta Giovana Vageti. De acordo com a Polícia Civil, a execução está ligada a uma dívida milionária de R$ 4,5 milhões em honorários advocatícios que a família devia à vítima.
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O trio teria acreditado que, com a morte do advogado e a ausência de herdeiros diretos, não precisariam mais quitar o valor. A investigação aponta que os três atuaram como mandantes do crime. Um quarto suspeito, Kall Igor, apontado como um dos executores, continua foragido.
“As investigações apontaram que a principal suspeita é uma cliente desse advogado, em que o mesmo atuou defendendo numa ação de reintegração de posse e a mesma ficou devendo honorários advocatícios que estavam sendo cobrados uma ação judicial”, disse o João Lucas Wanick, responsável pelo caso.
“Acredita-se que o valor desses honorários seria de cerca de 4 milhões e meio, de acordo com o próprio advogado que acabou sendo executado. A investigação também apurou que o filho da suspeita e sua neta estavam envolvidos no planejamento da execução desse advogado”, acrescentou.
Antes de ser assassinado, José Antônio enviou áudios a familiares relatando ameaças por parte dos investigados, mas deixou claro que não abriria mão das ações judiciais em que representava os interesses de cobrança.
As prisões ocorreram durante a Operação Procuração Fatal, com mandados cumpridos também nas cidades de Sorriso, Nobres e Tangará da Serra, com apoio de delegacias locais.
João Lucas ainda destacou que a operação representa um avanço no combate a crimes por encomenda em Mato Grosso e reforça o compromisso das forças de segurança com a proteção aos profissionais da advocacia.
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