O faturamento do setor mineral brasileiro aumentou 10,3% em 2025, para R$ 298,8 bilhões, segundo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). O minério de ferro respondeu por R$ 157,2 bilhões, equivalente a 52,6% do faturamento total, apesar de queda de 2,2% no valor faturado, por conta do recuo da cotação do produto.
A cotação global do minério de ferro caiu 6,6% no ano passado, segundo o Ibram, fechando 2025 a US$ 102,16 por tonelada.
Os Estados de Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram o faturamento do setor no ano, conforma o Ibram, com participações de 39,9%, 34,5% e 4,5%, respectivamente, confirmando a concentração regional da atividade mineral no País.
A exportação brasileira de produtos minerais aumentou 7,1% em 2025, para US$ 46 bilhões, sendo 63,3% de minério de ferro.
O Ibram estima que os investimentos no setor brasileiro de mineração entre 2026-2030 devem ser de US$ 76,9 bilhões, um aumento de 12,5%. O instituto estima ainda investimentos de US$ 21,3 bi até 2030 em minerais críticos, um aumento de 15,2%.
O presidente interino do Ibram, Fernando Azevedo, afirmou ainda que o Brasil tem aprofundado conversas com o encarregado de negócios dos Estados Unidos sobre os interesses norte-americanos nos minerais críticos brasileiros: “Os Estados Unidos querem fomentar o setor. Eles viram que a China detém todo o ciclo de terras raras e é a primeira do mundo em termos de reservas. O Brasil é o segundo. Quanto mais a tecnologia avança, mais o mundo precisa de terras raras.”
