As obras da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO) entraram, neste domingo (18), na fase oficial do período seco, etapa que marca o início da instalação de trilhos, dormentes e lastro ao longo do traçado. Segundo a Vale, responsável pela execução, o empreendimento soma 292 quilômetros de frentes simultâneas de trabalho, 71 milhões de metros cúbicos de terraplanagem executados e 32 pontes construídas ou em construção. A previsão de conclusão do projeto segue para 2028.
De acordo com a companhia, a meta operacional desta fase é concluir até outubro toda a plataforma ferroviária até o quilômetro 290. Essa etapa é tratada como necessária para ampliar o ritmo de implantação da estrutura permanente da ferrovia.
A Vale informou que já recebeu 200 quilômetros de trilhos, possui 118 quilômetros equivalentes em dormentes preparados e mantém 34 mil toneladas de lastro ferroviário armazenadas. A empresa também afirmou que a operação mecanizada de lançamento tem capacidade para instalar até 1,3 quilômetro de trilhos por dia durante o período seco.
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Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a FICO é estratégica para integrar o Centro-Oeste à malha ferroviária nacional por meio da conexão com a Ferrovia Norte-Sul. No campo logístico, essa integração amplia a capacidade de transporte de cargas de longa distância, incluindo produção agrícola e mineral, com potencial de reduzir dependência do modal rodoviário em parte do corredor de escoamento.
Para o agronegócio, o avanço físico da ferrovia é relevante porque o Centro-Oeste concentra fluxos de grãos, farelo e outros produtos com forte demanda por transporte até terminais e portos. Ainda assim, os efeitos operacionais dependem da entrega integral do traçado e da conexão efetiva com os demais trechos da malha.
A Infra S.A., estatal responsável pela supervisão das obras, informou que os cerca de 80 quilômetros finais ainda dependem da conclusão do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) e das negociações com comunidades indígenas Xavante.
O avanço da FICO no período seco indica mudança de etapa da obra, da preparação da plataforma para a instalação da via permanente. No entanto, a liberação do trecho final permanece condicionada ao andamento do licenciamento e das tratativas socioambientais, o que mantém esse ponto como fator técnico para o cronograma até 2028.
Fonte: Estadão Conteúdo
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