Chegou ao fim uma das semanas de trocas mais agitadas das últimas temporadas na NBA. Com muitos jogadores relevantes trocando de time, a liga se remodela visando a reta final da temporada.
Com tantas mudanças, as duas próximas semanas, com a pausa para o All-Star Game, serão providenciais para os elencos se adaptarem às alterações e atingirem os objetivos nos últimos meses.
Foram vários os casos de equipes que tentaram corrigir a rota no meio do campeonato e mudarem o patamar, para cima ou para baixo. Vamos a elas:
Mudanças contundentes para vencer já
Cleveland Cavaliers com James Harden, Dennis Schroder e Keon Ellis
Muito do longe do domínio apresentado na temporada passada, os Cavs primeiro reforçaram a armação e a defesa nas alas, trocando De’Andre Hunter por Dennis Schroder e Keon Ellis. O alemão irá surprir a visível necessidade de um organizador que divida a bola com Donovan Mitchell, enquanto Keon Ellis, além de ter um ótimo aproveitamento do perímetro, é um dos melhores defensores da liga, ocupando, também, o espaço deixado por Max Strus, que ainda não voltou às quadras desde a lesão na temporada passada.
O que também foi um recado claro de que a paciência com Darius Garland, também convivendo com inúmeras lesões, acabou. Dias depois, o armador foi enviado para os Clippers em troca de James Harden. Em termos de talento bruto e experiência nos playoffs, algo que a equipe precisa, Cleveland sobe de patamar sem nenhuma contestação.
Porém, como Harden costuma dizer, ele não se adapta aos times, uma vez que ‘ele é o sistema’. E embora os Cavs não estejam no melhor momento, o time tem um estilo claro de jogo, com Donovan Mitchell e Evan Mobley liderando as ações.
O Barba tem 31% de usage rate (porcentagem das posses que terminam com ele, seja em arremesso, falta ou erro), enquanto Mitchell tem 32%. Com o astro em quadra, as equipes modificam o ritmo de jogo, diminuem a velocidade e partem para outras situações ofensivas, mais focadas no 5×5.
Até então, os Cavs têm o 7° maior pace (número de posses de bola a cada 48 minutos) da liga, com 101. Já os Clippers são o penúltimo, com apenas 95,9 posses. Para completar, Harden costuma ser alvo dos ataques adversários, então o técnico Kenny Atkinson também vai precisar adaptar o esquema defensivo do time quando Harden estiver em quadra.
O talento é óbvio, mas a vida real não é video game. É difícil imaginar os Cavs piorando com essa troca. Porém, não é claro se ela realmente irá levar Cleveland novamente, ao menos, para a final da Conferência Leste.
Golden State Warriors com Kristaps Porzingis
Não adianta dourar a pílula, a troca de Jonathan Kuminga e Buddy Hield para o Atlanta Hawks por Kristaps Porzingis foi feita na esperança de um milagre. Após a lesão de Jimmy Butler, os Warriors viram as chances de sucesso nos playoffs, que já não eram altas, minguarem de vez.
Pelo menos, com o pivô letão, mandaram dois jogadores que pouco entravam em quadra e que provavelmente perderiam de graça em poucos meses. Se Porzingis conseguir ficar saudável, adicionam um ótimo defensor de garrafão e um chutador de elite no ataque. A vantagem, em tese, é que com Draymond Green em quadra, Porzingis, mesmo com 2,18m, não precisaria atacar tão próximo à cesta.
E no fim das contas, se der tudo errado e o pivô não conseguir se firmar em quadra mais uma vez, seu contrato é expirante, e os Warriors terão espaço na folha salarial do ano que vem para tentar aproveitar, mais uma vez, os últimos anos de Curry.
Olhando pelo lado do único brasileiro da liga, Gui Santos permanece na equipe em seu melhor momento desde que chegou à NBA. É bem verdade que provavelmente irá perder as oportunidades como titular que vem tendo, uma vez que a tendência é Porzingis ser titular e Green dividir o garrafão com o letão.
Porém, Gui Santos, apesar de entrar como um quarto homem aberto, ocupando o espaço que seria de um ala-pivô ‘tradicional’, segue prestigiado e, no fim das contas, a saída de Buddy Hield representa um concorrente a menos nas alas, apesar do brasileiro já apresentar mais impacto que o ex-companheiro.
Ajustes finos pensando nos playoffs
Minnesota Timberwolves e Ayo Dosunmu

Um dos times mais intrigantes da temporada, o Minnesota Timberwolves uma lacuna clara no elenco: a armação. Anthony Edwards nunca foi o grande organizador do time, e Mike Conley, já nos últimos momentos da carreira, não era mais capaz de sustentar a titularidade, que ficou com Donte DiVincenzo em uma adaptação posicional realizada pelo técnico Chris Finch.
Com Ayo Dosunmu, do Chicago Bulls, que faz excelente temporada, Minnesota ganha uma ótima opção na posição sem perder praticamente nada, uma vez que o jovem Rob Dillingham ainda não chegou na maturidade e no nível esperado.
Agora, os Timberwolves crescem em possibilidades ao longo das partidas e, principalmente, dos playoffs, com um armador de 15 pontos por jogo e incríveis 45% do perímetro, tornando-os um time ainda mais perigoso.
Detroit Pistons e Kevin Huerter

Difícil dizer qual o teto do Detroit Pistons. Se a evolução da temporada 2024-25 já foi incrível, a de 2025-26 parecia inviável. Só que em quadra a impressão que o time passa é de que é possível subir ainda mais.
Líder isolado da Conferência Leste, Detroit enviou Jaden Ivey para os Bulls em troca, principalmente, de Kevin Huerter. Se anos atrás Ivey parecia um dos pilares da reconstrução do time, as lesões tiraram o espaço do talentoso ala-armador, que também perdeu minutagem a partir da evolução de Ron Holland e a chegada de Duncan Robinson.
Com Kevin Huerter, os Pistons adicionam mais um chutador ao elenco, função que fez muito bem ao time no último ano, quando tinham Tim Hardaway Jr. e Malik Beasley. Mesmo com Duncan Robinson em boa fase, ter mais uma opção garante ainda mais poder de fogo ao time, que busca ir mais longe nos playoffs que na última temporada, quando pararam na primeira rodada diante do New York Knicks.
Boston Celtics com Nikola Vucevic

Com o desmonte parcial do elenco campeão ao fim da última temporada, além da lesão de Jayson Tatum, não era óbvio que o Boston Celtics continuariam brigando pelo topo da Conferência Leste, apesar da presença de Jaylen Brown, Derrick White e outros nomes remanescentes no elenco.
Ainda assim, os comandados de Joe Mazzulla estão sustentando um surpreendente terceiro lugar, empatados com os Knicks e apenas cinco jogos atrás dos Pistons. A classificação para os playoffs está praticamente garantida (a menos que um desastre aconteça), e a volta de Tatum às quadras é uma possibilidade real.
Por isso, a equipe atacou as deficiências no elenco. E a principal delas era o garrafão. Apesar do bom desempenho de Neemias Queta, as opções para a posição eram escassas, e a solução encontrada foi Nikola Vucevic.
O pivô montenegrino passa longe de ser um homem forte de proteção ao aro, como Neemias, mas adiciona um grande poder de fogo nos chutes de média distância e três pontos, além de aumentar a estatura do time e, de quebra, oferece mais uma possibilidade nos momentos decisivos (só nessa temporada foram dois game winner para os Bulls). E se der errado, também é um contrato expirante.
Em troca, os Celtics enviaram Anfernee Simons. Mesmo com números interessantes, o ala-armador tinha um contrato expirante, e desde o início da temporada era apontado como a grande moeda de troca do time. Com a possível volta de Tatum, inclusive, a possibilidade de perder espaço e, consequentemente, valor futuro de troca, era considerável.
New York Knicks e Jose ‘Theft’ Alvarado

O New York Knicks conseguiu um ótimo reforço na armação – e na defesa – praticamente de graça. Jose Alvarado por Dalen Terry (que era Guerschon Yabusele, antes da troca com os Bulls na noite anteriro) e duas escolhas de segunda rodada é uma conquista relevante para a equipe.
Com Mitchell Robinson cada vez melhor e mais estável no garrafão, a franquia de Nova Iorque pôde reforçar a armação e dar um companheiro na função para Jalen Brunson, uma vez que Miles McBride está sofrendo com muitas lesões e não apresenta o mesmo nível da temporada passada.
Alvarado jogou no New Orleans Pelicans desde que foi contratado, em 2021, e logo se firmou como um dos melhores reservas de toda. O porto-riquenho se destaca na defesa, com mais de um roubo por jogo e muita pressão no homem da bola do time adversário.
Além disso, tem um chute do perímetro revelante (36% na temporada) e leva muita energia para a quadra saindo do banco, o que pode ser fundamental para os Knicks nos playoffs. Nos Pelicans, perdeu espaço com a chegada do jovem Jeremiah Fears, o que também é compreensível, mas não diminui a contribuição que Alvarado poderá dar em outra franquia.
Los Angeles Lakers e Luke Kennard

O Los Angeles Lakers ainda tem várias deficiências no elenco, mas ao menos uma delas foi resolvida, mesmo que em parte. Apenas o 23° time que mais acerta de três pontos na liga, os angelinos conseguiram Luke Kennard, do Atlanta Hawks, por Gabe Vincent.
Uma vez que Vincent atuava poucos minutos e perdeu espaço com as chegadas de Luka Doncic, no último ano, e Marcus Smart, em 2025-26, os Lakers abriram mão de pouca coisa.
Por outro lado, adicionaram um jogador de chamativos 49,7% de aproveitamento no perímetro. O que já seria bom por si só, mas, principalmente, facilita ainda mais o jogo e as possibilidades de Luka Doncic e LeBron James espaçando a quadra servindo como um desafogo confiável. Uma vez que apenas Rui Hachimura tem bons números nos chutes de três pontos, Kennard tende a ganhar importância rapidamente no elenco amarelo e roxo.
Charlotte Hornets e Coby White

Equipe mais quente das últimas semanas, o Charlotte Hornets um claro recado: querem competir o quanto antes.
Finalmente o trio LaMelo Ball, Brandon Miller e Kon Knueppel conseguiu uma sequência juntos – e que sequência. Terminaram janeiro com o maior saldo de pontos da história da NBA e já rondam a zona de play-in, algo impensável semanas atrás.
Com Coby White adicionam ao elenco um armador no auge da carreira, que tem características semelhantes aos dos principais nomes do time, podendo manter a intensidade e qualidade nos arremessos por mais minutos. Ou, no mínimo, o nível de loucura e entretenimento que os Hornets têm proporcionado nas últimas semanas.
Atlanta Hawks e decisões arriscadas

Os Hawks não necessariamente mudaram a rota na temproada 2025-26, mas com certeza trocaram a direção dos holofotes. Após anos com Trae Young, a franquia decidiu apostar suas fichas em Jalen Johnson, que foi merecidamente eleito All-Star pela primeira vez na carreira. Completo nos dois lados da quadra e uma máquina de triplos-duplos, o ala se tornou o grande nome em Atlanta, a ponto de Young ser trocado para os Wizards.
Até aí tudo bem.
Porém, as movimentações na véspera da trade deadline não parecem ter feito o mesmo sentido. Até a saída de Porzingis era esperada, uma vez que o pivô realmente não se adaptou à equipe, segue sofrendo com lesões e Onyeka Okongwu teve uma evolução considerável na temporada. Além disso, Kuminga é uma aposta que vale o risco, dado o potencial demonstrado nos Warriors.
Mas a equipe abriu mão de dois dos seus principais chutadores. Vit Krejci foi para os Trail Blazers, e Luke Kennard para os Lakers, a troco de praticamente nada. Ainda que sejam dois atletas quase unidimensionais, sem outras qualidades de destaque além do arremesso longo, o aproveitamento de ambos era acima dos 40%, e as trocas não repuseram nomes com as mesmas caracterísicas além de Buddy Hield, que vive má fase.
Olho neles (na temporada que vem)
Washington Wizards com Trae Young e Anthony Davis
Quem diria, no começo da temporada, que o Washington Wizards teria Trae Young e Anthony Davis em fevereiro? E mais: sem perder grandes ativos, uma vez que os principais jovens, como Alex Sarr, Bilal Coulibaly, Tre Johnson, Kyshawn George e Bub Carrington continuam lá. Assim como as principais escolhas de draft do time nos próximos anos.
De uma hora para a outra, os Wizards se colocam como um dos times mais interessantes para o futuro da NBA. Mas não agora. Trae Young e Anthony Davis ainda estão lesionados, e o time ocupa uma das últimas posições do Leste.
Como o próximo Draft é considerado recheado de potenciais estrelas, os Wizards ainda apostam que vão conseguir mais um desses jovens promissores para, aí sim, em 2026-27, com o apoio e toda a experiência de Young e Davis, criar um time que volte a competir na liga. E as perspectivas realmente são boas.
Indina Pacers com Zubac e a volta de Haliburton

Finalistas da última temporada, o Indiana Pacers perdeu Myles Turner, na agência livre, e Tyrese Haliburton, lesionado. O suficiente para o elenco, que se manteve quase intacto, despencar para a lanterna do leste. Menos mal que ainda têm a própria escolha no próximo draft, que provavelmente vai render um jogador de muita qualidade.
Ou melhor, tinham. Na última grande negociação da trade deadline, enviaram essa escolha para os Clippers por Ivica Zubac. O pivô bósnio, aos 28 anos, é de fato uma das melhores opções em toda a liga para a posição, com o potencial de formar uma grande dupla com Haliburton na próxima temporada.
E a escolha de draft ainda é protegida. Se na loteria do Draft os Pacers ficarem de 1° a 4°, ou de 10° a 30°, mantêm a pick e enviam a de 2031, desprotegida, no lugar, o que seria ideal para o próximo ano. O problema, pela posição atual de Indiana, é que as chances disso acontecer giram em torno de apenas 50%. Um risco considerável, mesmo tendo Zubac em troca.
Por isso a tendência é o time poupar ao máximo os jogadores e perder ainda mais nas próximas semanas, pois cada porcentagem ganha no sorteio fará diferença. Mas mesmo que perca a escolha, apesar da grande oportunidade ‘desperdiçada’, as expectativas para o trio Haliburton-Siakam-Zubac são altas ano que vem.
Utah Jazz com Jaren Jackson Jr.

Em uma das movimentações mais inesperadas dos últimos dias, o Utah Jazz adicionou o All-Star e melhor defensor de 2022-23 ao elenco.
Ainda aos 26 anos, Jaren Jackson Jr. consolida o núcleo jovem do Jazz, ao lado de nomes como Keyonte George, Ace Bailey, Isaiah Collier e Walker Kessler, além, claro, de Lauri Markkanen, isso sem contar da possibilidade de conseguirem uma boa escolha no próximo draft (o histórico não é favorável ao Jazz, mas nunca se sabe).
É bem verdade que tanto JJJ quanto Markkanen não são muito simpáticos à ideia de jogar debaixo da cesta, função que seria de Walker Kessler, que só volta na próxima temporada. Mas com novas possibilidades de troca na intertemporada, um eventual bom draft e o retorno de Kessler (ok, ok, são muitos “e se”), contando com o desenvolvimento natural dos jovens e do bom técnico Will Hardy, o Jazz pode virar time bem mais interessante no futuro próximo.
2030 é logo ali
Dallas Mavericks e a reconstrução em torno de Cooper Flagg
Finalmente o fantasma da troca de Luka Doncic terminou. Após a demissão do ex-general manager, Nico Harrison, em novembro, os Mavs expurgaram o último resquício e trocaram Anthony Davis para o Washington Wizards (Max Christie segue, mas ele está bem e a troca de Doncic não foi centrada nele).
Apesar de receberem pouco em troca, uma vez que os jogadores são veteranos em fim de carreira e as picks são baixas, os Mavs se livram de um enorme contrato de um jogador que pouco entrava em quadra.
Claro, é frustrante o fato de que Cooper Flagg, Kyrie Irving e Anthony Davis não jogaram nenhum minuto juntos, mas, ao menos, Dallas abre espaço para o desenvolvimento do seu jovem astro, tirando o peso de precisar vencer agora, além de contar com o retorno de Kyrie na próxima temporada. Com espaço na folha, uma vez que não precisarão mais pagar os 60 milhões de dólares de AD, também haverá flexibilidade para uma boa atuação na agência livre, o que pode qualificar o time mais rápido que o imaginado.
LA Clippers e…quem, mesmo?
A ideia dos Clippers antes da temporada começar era simples, embora arriscada: apostar em um elenco numeroso, cheio de veteranos com contrato até no máximo 2026-27, abrindo caminho para uma última tentativa de sucesso nos próximos anos e, depois, reconstrução total.
O problema é que muito aconteceu de lá pra cá. Em quadra, várias lesões fizeram com que os poucos jovens do elenco precisassem ser usados. O que incrivelmente funcionou, mudando a estratégia do time.
Fora dela, Kawhi Leonard e os próprios Clippers seguem investigados pela NBA por suspeita de burlarem o teto salarial nos últimos anos. Chris Paul foi dispensado por divergências com o restante do elenco e comissão. E, por fim, Harden e Zubac foram trocados.
A franquia de Los Angeles (Inglewood, na verdade) terminou com algumas escolhas baixas de draft nessas trocas (resguardada a possibilidade de ficar de 5°a 9° no próximo draft com a pick dos Pacers, como explicado acima), Ben Mathurin em contrato expirante, e Darius Garland, de contrato gordo até 2027-28.
Isso sem contar o futuro incerto de Kawhi e dos outros veteranos do time, como John Collins e Bradley Beal, além de uma possível punição vinda da NBA. Tudo indica um limbo nos próximos anos para os Clippers, que no momento não parecem saber para onde remar.
Memphis Grizzlies partindo para o rebuild
Todos esperavam uma troca de Ja Morant, com claras divergências com o técnico Tuomas Iisalo e números cada vez piores, além das polêmicas extra-quadra dos últimos anos.
Surpreendemente, o trocado, ao menos num primeiro momento, foi Jaren Jackson Jr. Com isso, a equipe ficou com mais picks de draft, Walter Clayron Jr. e Taylor Hendricks, jovens que não explodiram em Utah, mas ainda têm potencial.
É pouco, mas indica que a direção do time não confia mais no núcleo que fez bonito nas temporadas regulares do início da década (que já estava desfigurado, com a saída de nomes relevantes nos últimos anos) e deve partir para uma reconstrução ainda mais aguda ao término nos próximos meses.
Chicago Bulls e o exército de armadores
Os Bulls parecem cansados da sina terem um time com peças interessantes, mas no máximo ficarem no play-in. Por isso, mandaram Nikola Vucevic e Coby White. Mesmo conseguindo apenas dois jogadores e nenhuma pick em troca, a movimentação deve piorar o nível do time e fazer com que briguem melhor no próximo Draft com a própria escolha, além de finalmente iniciar uma reconstrução.
O problema é que o time ficou com uma avalanche de armadores sob contrato: Josh Giddey, Jaden Ivey, Tre Jones, Anfernee Simons, Collin Sexton e Rob Dillingham. A vantagem, por outro lado, é que vários são, ou expirantes, ou nomes que ainda geram interesse dos outros times e podem render novas trocas ao final da temporada.
Mas o recado parece claro: chegou a hora de aproveitar ao máximo os jovens que já estão por lá, como Matas Buzelis e Jalen Smith, e reconstruir o mais rápido possível.
Deixa tudo como está
Milwaukee Bucks…por enquanto
E o Giannis Antetokounmpo, hein? O grande nome da trade deadline…ficou em Milwaukee. Após notícias de que a troca estava prestes a acontecer, faltando apenas definir o destino, os rumores foram esfriando, as entrevistas do grego e do treinador Doc Rivers colocando panos quentes nas negociações, e o astro ficou na cidade. Ao menos até o fim de 2025-26.
A avaliação é que os Bucks não ficaram satisfeitos com nenhuma das possibilidades de troca, e devem fazer uma nova rodada de negociações ao término da próxima temporada. Giannis, lesionado, vai voltar ainda esse ano para tentar deixar o time, ao menos, na zona de play-in.
Enquanto isso, novos times podem entrar na disputa daqui alguns meses, como o Los Angeles Lakers. Não seria uma surpresa, também, os Bucks tentarem mais uma medida desesperada para reforçar o elenco e tentar, de no novo, seduzir Giannis a continuar em Milwaukee. No fim das contas, o time e os torcedores estão em passo de espera, e vão aguardar os próximos meses passarem para definir o futuro.
Oklahoma City Thunder
Atual campeão, o Oklahoma City Thunder, claramente está jogando aquém do que pode. O time praticamente não jogou com o elenco completo e está sempre poupando alguém para manejar o desgaste físico dos jogadores visando o 100% no playoffs.
O nível de domínio no último ano sustenta a aposta em manter exatamente o mesmo time, que ainda ganhou o desenvolvimento de Aaron Wiggins e Ajay Mitchell, que explodiram em 2025-26. A única adição foi Jared McCain, de muito potencial, mas visando os próximos anos.
Apesar das baixas nos números de Jalen Williams, Isaiah Hartenstein e Chet Holmgren, a expectativa de que tudo engrene nos playoffs é alta. Mesmo assim, vale ligar o sinal amarelo, pois nos últimos meses OKC não conseguiu, ou teve muitas dificuldades para vencer jogos grandes, contra equipes que também estão na ponta da tabela, além das peculiares quatro derrotas para o San Antonio Spurs de Victor Wembanyama, incluindo na NBA Cup.
Miami Heat
Mais um período de trocas passou, e mais uma vez o Miami Heat, apontado como um dos principais times que poderiam se envolver em grandes negociações, ficou em branco. Giannis Antetokounmpo e Ja Morant, os principais alvos, seguiram em suas franquias, e o Heat manteve o elenco, se apegando a Tyler Herro, Andrew Wiggins e Bam Adebayo como poucos times fariam.
Difícil imaginar uma evolução no nível da equipe, apeasr do bom ano de Norman Powell e o desenvolvimento de Kasparas Jakucionis, que começou a assumir a titularidade em alguns jogos nas últimas semanas. Figurinha carimbada no play-in, Miami deve manter o posto em 2025-26.
Sacramento Kings
Outra franquia que parecia que partiria para uma série de trocas, mas nada fez, é o Sacramento Kings. Com Domantas Sabonis, Zach LaVine e Demar DeRozan especulados em outras equipes, a única movimentação foi a com os Cavs, recebendo De’Andre Hunter e mandando Dennis Schroder e Keon Ellis.
Na lanterna do Oeste, os Kings ainda têm potencial para se mexerem no futuro, ou até dispensarem alguns dos veteranos nos próximos dias para abrir espaço aos jovens Dylan Cardwell e Nique Clifford, por exemplo. Mas convenhamos, não é nada muito animador.
É triste chegar a essa conclusão, mas a história campanha de 2022-23, com o melhor ataque da história até então, parece ter sido apenas um soluço em meio ao século de mediocridade e tomadas questionáveis de decisões pelos Kings.
