Reprodução: Montagem/Senad Paraguai
Depois de mais de três décadas foragido, o brasileiro Marcos Panissa foi finalmente localizado e preso nesta quarta-feira (15) no interior do Paraguai. Condenado pelo assassinato da ex-esposa, ele estava na lista de Difusão Vermelha da Interpol e foi capturado em uma ação conjunta que envolveu forças de segurança do Brasil e do país vizinho.
Segundo as investigações, Panissa levava uma vida discreta sob identidade falsa. No Paraguai, construiu uma nova família, que desconhecia completamente seu passado e a condenação pelo crime cometido no Brasil.
Após a prisão, as autoridades paraguaias optaram pela expulsão do foragido, que foi entregue à Polícia Federal brasileira por meio do Comando Tripartite, responsável pela cooperação policial na região de fronteira.
Agora sob custódia, ele será encaminhado para o cumprimento da pena no Brasil, após anos de fuga que começaram em 1995, quando deixou de comparecer a um julgamento e passou a ser considerado foragido da Justiça.
O crime
O caso que colocou Marcos Panissa na lista de procurados da Justiça remonta a 1989, quando ele assassinou a ex-companheira, Fernanda Estruzani Paniss, de 21 anos, em Londrina (PR). A jovem foi morta de forma brutal, com 72 golpes de faca dentro do próprio apartamento. Na época, Panissa tinha 23 anos e confessou o crime, alegando ter agido por ciúmes após não aceitar o fim do relacionamento.
O caso teve grande repercussão e passou por uma longa trajetória judicial, marcada por sucessivos julgamentos e recursos. O réu chegou a ser condenado a mais de 20 anos de prisão, mas nunca iniciou o cumprimento da pena, já que fugiu antes de um novo julgamento, em 1995.
Mesmo foragido, ele acabou sendo julgado novamente anos depois e teve a condenação mantida. Em 2018, a Justiça alertou que, caso não fosse localizado até novembro de 2028, o crime poderia prescrever, o que impediria a punição.
