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19 de maio de 2026 14:39

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Folha do Estado | Polícia desmonta esquema milionário de fraudes virtuais e lavagem de dinheiro

 

A Polícia Civil de Mato Grosso participa, nesta terça-feira (19), da Operação NJORD, ofensiva interestadual voltada ao combate de um esquema criminoso de fraudes eletrônicas que teria feito vítimas em diferentes estados do país. A ação ocorre em parceria com a Polícia Civil de Goiás, além das forças policiais do Maranhão e Tocantins.

 

Ao longo da operação, estão sendo cumpridas 29 determinações judiciais, entre elas 14 mandados de prisão preventiva e 15 ordens de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o bloqueio de mais de R$ 1,9 milhão ligados aos investigados.

 

OPERAÇÃO NJORD 1

 

 

Os suspeitos são investigados por invasão de dispositivos eletrônicos, furto mediante fraude digital, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. A investigação principal é conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos de Goiás.

 

 

OPERAÇÃO NJORD 2

 

Em Mato Grosso, a ofensiva está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos. Uma mulher apontada como líder da organização criminosa é o principal alvo da operação no estado.

 

OPERAÇÃO NJORD 3

 

 

Durante o cumprimento das buscas, policiais encontraram cerca de 10 quilos de skunk, conhecida como “supermaconha”, armazenados em embalagens a vácuo na residência da investigada. O marido dela foi preso em flagrante por tráfico de drogas.

 

OPERAÇÃO NJORD 4

 

 

Segundo a polícia, o grupo atuava por meio de páginas falsas que imitavam a aparência de um banco digital. Para atrair vítimas, os criminosos impulsionavam anúncios patrocinados no Google, fazendo com que os links fraudulentos aparecessem entre os primeiros resultados exibidos nas buscas.

 

OPERAÇÃO NJORD 6

 

 

Ao acessar o site clonado, a vítima informava dados bancários e validava um QR Code acreditando estar realizando um procedimento legítimo de segurança. Nesse momento, os criminosos capturavam as credenciais em tempo real e assumiam o controle das contas bancárias.

 

De acordo com as investigações, o esquema utilizava a técnica conhecida como “session hijack”, ou sequestro de sessão. Após invadir as contas, o grupo realizava transferências via Pix para contas de terceiros utilizadas para ocultar o caminho do dinheiro desviado.

 

A polícia também identificou que a organização possuía divisão estruturada de funções. Um núcleo técnico era responsável pela criação dos sites falsos; outro setor cuidava das movimentações financeiras; enquanto um terceiro atuava na lavagem de capitais por meio de empresas de fachada e uso de familiares.

 

 

Até o momento, a investigação identificou ao menos 19 vítimas, com prejuízo inicial estimado em cerca de R$ 118 mil. No entanto, análises financeiras apontaram movimentações suspeitas superiores a R$ 4,8 milhões.

 

O delegado Sued Dias Junior alertou sobre o crescimento desse tipo de golpe virtual envolvendo anúncios patrocinados.

 

“A população deve estar atenta a esse tipo de fraude, evitando acessar instituições financeiras por links patrocinados; conferir cuidadosamente o endereço eletrônico do site; desconfiar de links enviados por SMS ou WhatsApp; utilizar autenticação em dois fatores; e jamais validar QR Codes sem absoluta certeza da origem da operação”, afirmou.

 

A Operação NJORD integra os trabalhos estratégicos da Polícia Civil de Mato Grosso dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento das organizações criminosas e crimes digitais no estado.

 

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