Um garoto no interior do Brasil tem uma única certeza: o mundo vai acabar em breve. E não faltam aves migratórias “voando em bando desde a primeira luz do amanhecer” e vacas que “comem mais, muito, tudo o que podem, pressentindo o que está por vir”, confirmando sua pior suspeita. “Quero viver”, diz o narrador do romance “Tarde no planeta” (Autêntica), de Leonardo Piana. “Mas isso é querer muito num lugar como este.”
