17/05/2026

17 de maio de 2026 11:28

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Funcionário da Enel religou luz de restaurante em 15 segundos com propina

Um funcionário da Enel, concessionária de energia elétrica da Grande São Paulo, foi preso em flagrante por cobrar R$ 2.500 para restabelecer o fornecimento de energia de estabelecimentos comerciais na Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, na tarde da última quinta-feira (11).

Segundo o Boletim de Ocorrência da Polícia Civil de São Paulo, a vítima foi identificada como Rodrigo Reed Rocha e o suspeito como Alex Rodrigues Nogueira.

Alex teria religado a a energia do restaurante Rancho da Empada em apenas 15 segundos, após o dono, Rodrigo, concordar pagar o valor desejado. O estabelecimento estava sem luz desde quarta-feira (10).

Mensagens de texto e áudios que a CNN Brasil teve acesso mostram a dinâmica do golpe. Nas mensagens, o funcionário cobra um dos comerciantes a respeito do valor solicitado para reativar a eletricidade.

Ele afirma que só faria o serviço depois que o rapaz fizesse a transferência bancária. O técnico chega a dizer que se ele não desse o dinheiro, iria pegar o caminhão e ir embora.

Técnico fez cobranças através de mensagens de texto e áudio • Reprodução

Um vídeo divulgado pelo subprefeito da Vila Mariana, Rafael Minato, mostra o momento em que a prisão ocorre. O político se passou por um comerciante da avenida Sena Madureira e questionou o que precisava ser feito para que a luz de seu estabelecimento fosse religada.

No vídeo, o técnico conta que pediu o dinheiro pois teria que se deslocar até uma outra rua, que não seria a do seu serviço original. “Meu ‘trampo’ é aqui, para ir ali vou cobrar”, diz ele.

Veja o momento da prisão:

Procurada, a Enel afirmou que qualquer exigência de pagamento para reparos na rede elétrica está fora das regras de conduta da companhia e que, em caso de dúvidas, os clientes podem entrar em contato com os canais de atendimento da empresa.

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que o funcionário será investigado por corrupção passiva. A prisão em flagrante foi ratificada, e o caso segue sob investigação pelo 16º DP.

Áudios, vídeos e demais provas apresentadas foram anexadas ao inquérito. Por se tratar de crime cuja pena máxima supera quatro anos de reclusão, não foi arbitrada fiança na delegacia.

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