Um general russo morreu após a explosão de uma bomba em um carro em Moscou, informaram hoje as autoridades. O Comitê de Investigação, responsável por crimes graves, disse que apura a possibilidade de que o atentado que matou Fanil Sarvarov tenha ligação com os serviços de segurança da Ucrânia.
A bomba explodiu sob veículo dirigido por Sarvarov, que liderava a diretoria de treinamento operacional do Exército do Estado-Maior Geral da Rússia, enquanto ele deixava uma vaga de estacionamento.
O Comitê de Investigação da Rússia informou que Sarvarov morreu em decorrência dos ferimentos.
Svetlana Petrenko, porta-voz da instituição, disse que os investigadores estão reunindo provas periciais, ouvindo testemunhas e analisando imagens de câmeras de segurança.
“Várias versões para o assassinato estão sendo examinadas, uma delas envolvendo o possível papel dos serviços de inteligência ucranianos na organização do crime”, afirmou.
Segundo a agência Reuters, o Myrotvorets, um site ucraniano não oficial que mantém um banco de dados de pessoas descritas como criminosos de guerra ou traidores, atualizou sua página sobre Sarvarov para informar que o homem de 56 anos havia sido “liquidado”.
Desde o início da guerra, que já se estende por quase quatro anos, várias figuras militares russas e apoiadores de destaque da guerra de Moscou na Ucrânia foram assassinados, e a inteligência militar ucraniana declarou ser responsável por parte desses ataques.
Entre os mortos em atentados anteriores com carros-bomba em Moscou ou nas proximidades estão um membro sênior do Estado-Maior, o chefe das tropas russas de proteção nuclear, biológica e química e a filha de um proeminente nacionalista russo.
A agência de notícias Interfax citou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmando que o presidente, Vladimir Putin, foi informado imediatamente sobre o ataque contra Sarvarov.
O ataque ocorre enquanto as forças russas continuam a avançar lentamente no campo de batalha. Putin indicou que não tem interesse em encerrar o conflito em termos que não sejam os seus. Na semana passada, ele insistiu que as exigências mais duras da Rússia devem servir de base para qualquer negociação de paz.
