Entre os R$ 89 milhões pagos pelo Flamengo para ter De Arrascaeta, em 2019, e os R$ 186 milhões gastos pelo Cruzeiro para repatriar Gérson, do Zenit, neste janeiro de 2026, os números subiram 208%. Entre Gérson, 2023, e Gérson, 2026, a alta é de 202%
Se Paquetá vier para o Flamengo por 40 milhões de euros (R$ 248 milhões), a alta chegará a 269%.
Nos três anos, entre Gérson voltar ao Flamengo e ser contratado pelo Cruzeiro, a inflação acumulada do Brasil é de 14,71%.
O que explica a subida estratosférica dos números são os valores mais altos de contratos de televisão, turbinados com a concorrência pelas entradas de Amazon Prime, Cazé TV, Record TV, Warner e Paramount. Também o crescimento dos acordos por patrocínios nas camisas, impulsionado pelos sites de apostas. Em menor escala, pelo aumento de público e por alguns clubes dinamizaresm as receitas de dias de jogos.
O que fica claro é que o dinheiro a mais no mercado não está refrescando a vida dos grandes clubes, com exceções de Flamengo e, em menor escala, do Palmeiras. Os maiores beneficiados são os jogadores, os artistas.
Não que esteja errado. Paga-se por ingressos para ver os craques. Muitas vezes, para ver seu time, independentemente dos jogadores. A única maneira de concorrer com os europeus é gastar mais para contratar quem está na Europa ou para evitar exportações precoces, como nos casos de Rodrygo, Vinicius Júnior, Estêvão e Endrick.
