
O próprio Trump, antes de desembarcar na Ásia, admitiu que poderia rever as tarifas ao Brasil, desde que isso ocorresse nas “circunstâncias certas”.
Os pedidos americanos incluem:
Redução das tarifas aplicadas pelo Brasil contra o etanol americano. A medida envolveria a queda da taxa de 18% cobrada pelos brasileiros sobre o produto dos EUA. Para a Casa Branca, a medida é estratégica, já que representaria uma sinalização de Trump de que está defendendo seus produtores de milho, duramente afetados pela guerra comercial dos EUA com a China.
O Brasil, portanto, seria um deles e daria uma sensação de vitória ao americano. Os dados oficiais mostram que as exportações agrícolas dos EUA para a China caíram quase 40% no período de junho de 2024 a junho de 2025. Em 2018, os EUA exportaram 489 milhões de galões de etanol para o Brasil, no valor de US$ 761 milhões. Esse número caiu para 28 milhões de galões, no valor de US$ 53 milhões, até 2024.
Acesso às terras raras no Brasil. O governo Trump quer um compromisso de Lula de que terá maior acesso aos minérios brasileiros. Um acordo assinado nesta semana entre a Austrália e os EUA pode servir de modelo para um eventual entendimento com o Brasil.
No acordo com os australianos, o objetivo era o de aumentar o fornecimento de terras raras e outros minerais essenciais, uma arma de Trump para combater o domínio da China no mercado. O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que o acordo apoiará um projeto de US$ 8,5 bilhões que expandirá a capacidade de mineração e processamento de seu país. O acordo inclui US$ 1 bilhão a ser investido pelos dois países em projetos nos EUA e na Austrália nos próximos seis meses.