A orientação futura (ou “forward guidance”, no jargão do mercado) dada pelo Copom de que antevê um corte na Selic na reunião de março passou a ser questionada por participantes do mercado nos últimos dias, em meio à eclosão da guerra no Oriente Médio e de seus possíveis impactos inflacionários ao redor do mundo. Na avaliação de ex-diretores do Banco Central, no entanto, as condições ainda não se mostram suficientes para qualquer alteração no plano de voo da autoridade monetária, mesmo que as projeções de inflação do colegiado no horizonte relevante possam se afastar do centro da meta.
