02/03/2026

2 de março de 2026 20:04

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Guerra no Oriente Médio pode encarecer combustível em MT, alerta Sindipetróleo

A escalada da guerra no Oriente Médio pode começar a ser sentida no bolso dos consumidores em Mato Grosso nos próximos dias. Após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, o mercado internacional reagiu com forte alta nas cotações do petróleo. A situação é acompanhada com preocupação pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipetróleo-MT). 

O diesel deve ser o primeiro a pesar no bolso do mato-grossense, já que o Brasil é dependente da importação desse combustível. É também o diesel o principal combustível utilizado no transporte rodoviário de grãos de Mato Grosso, com isso, o preço do frete também pode ser impactado diante da tensão internacional.

Um dos principais temores do mercado internacional envolve o Estreito de Ormuz, rota principal de escoamento por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo. 

Na sexta-feira (27), o preço do diesel nas refinarias da Petrobras estava 12% abaixo do praticado internacionalmente, enquanto a gasolina estava sendo comercializada com uma diferença de 3%. Após os ataques, a diferença negativa subiu para 23% no diesel e 17% na gasolina.

O quadro de defasagem já aponta para uma possibilidade de aumento no valor praticado diretamente nas refinarias, já que o comércio de combustíveis utiliza como referência o valor do mercado internacional. Apesar disso, até o momento a Petrobras não anunciou reajuste real nas refinarias.

Com o impacto no preço do petróleo, pode haver uma migração para o uso do etanol. – Foto: Secom/MT

Segundo o Sindipetróleo-MT, a perspectiva é que a medida que os carregamentos cheguem ao Brasil com preços mais elevados, a diferença deve ser inserida no valor praticado no mercado interno. Apesar da produção nacional, o etanol também deve ser impactado. 

“À medida que novos carregamentos chegam ao país com valores mais elevados, essa diferença tende a ser gradualmente incorporada ao mercado. O diesel, por ter maior dependência de importação, pode sentir os efeitos de forma mais rápida. Já a gasolina pode sofrer pressão indireta, com possíveis reflexos também sobre o etanol, tanto pela competitividade na bomba quanto pelo aumento de custos logísticos”, disse o sindicato por meio de nota. 

Diante desse cenário de incerteza, o Sindipetróleo-MT afirma que seguirá monitorando o mercado e os impactos para os preços dos combustíveis no estado. Para o consumidor mato-grossense, a palavra de ordem, por enquanto, é cautela. 

Leia a nota do Sindipetróleo-MT:

“O Sindipetróleo MT informa que está acompanhando os recentes conflitos entre EUA e Irã e seus possíveis impactos no preço dos combustíveis, em especial a gasolina. Vale destacar que a Petrobras ainda não anunciou nenhum tipo de reajuste em suas refinarias até o momento.

A alta nas cotações internacionais do petróleo, como Brent e WTI, pode gerar pressão sobre os preços internos, mesmo sem reajuste imediato da estatal. Isso ocorre porque parte do abastecimento brasileiro depende de importadores privados, que compram derivados com base no mercado externo, considerando também câmbio e custos logísticos. À medida que novos carregamentos chegam ao país com valores mais elevados, essa diferença tende a ser gradualmente incorporada ao mercado.

O diesel, por ter maior dependência de importação, pode sentir os efeitos de forma mais rápida. Já a gasolina pode sofrer pressão indireta, com possíveis reflexos também sobre o etanol, tanto pela competitividade na bomba quanto pelo aumento de custos logísticos.

Ao acompanhar a situação e seus desdobramentos, o Sindipetróleo segue mantendo o setor e a sociedade informados sobre qualquer mudança que impacte o mercado de combustíveis mato-grossense.”

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