Gilberto Leite | Estadão Mato Grosso
Um homem de 29 anos foi preso em flagrante na madrugada deste domingo, 8 de fevereiro, após manter a companheira, de 35 anos, e o filho de apenas 2 anos em cárcere privado, sob ameaças de morte, em uma residência de Cuiabá.
De acordo com o registro policial, a Polícia foi acionada por volta de 0h30, após a mulher conseguir pedir ajuda enquanto estava trancada em um quarto da casa. Ao chegar ao local, os policiais ouviram gritos de socorro vindos do interior do imóvel e constataram que o suspeito havia impedido a saída da vítima.
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Diante da gravidade da situação, a equipe arrombou o portão da casa e, em seguida, a porta do quarto onde a mulher e a criança estavam confinadas. Os policiais encontraram o suspeito armado com uma faca de cozinha e um pedaço de madeira, sendo efetuada a prisão em flagrante.
A vítima relatou que convive com o agressor há cerca de 11 anos e que têm dois filhos juntos. Segundo ela, o homem possui histórico de alcoolismo e comportamento agressivo. Ela relatou ainda que suspeito havia retornado à casa na manhã anterior, após passar cerca de uma semana fora.
Durante a madrugada, o comportamento do homem teria se agravado. A mulher contou que ele começou a falar sozinho, apresentando sinais de descontrole emocional, passou a se armar com facas e, em seguida, trancou ela e o filho pequeno dentro do quarto, enquanto fazia ameaças de morte.
Além das ameaças, o suspeito também depredou o local, quebrando móveis, camas, colchões e até danificando telhas do quarto. A vítima afirmou que temia seriamente pela própria vida e pela segurança da criança, o que a motivou a acionar a Polícia Militar.
Após a prisão, o homem foi encaminhado ao Plantão de Atendimento à Violência Doméstica e Sexual Contra a Mulher, onde foi entregue à autoridade policial competente. Ele não apresentava lesões corporais, mas, segundo a PM, foi necessário o uso de algemas, como medida de segurança para evitar fuga e preservar a integridade física de todos os envolvidos, conforme prevê a legislação.
O caso foi registrado como dano, ameaça e sequestro e cárcere privado, todos na forma consumada. A Polícia Civil ficará responsável pela investigação.
