
Independentemente do resultado futuro das investigações cíveis e criminais envolvendo Casares e outros dirigentes – e eles têm total direito à ampla defesa e a um julgamento justo – a votação sinaliza o esgotamento dos modelos de política e de gestão consolidados no São Paulo.
Sem que haja o impulso por mudanças profundas, a saída do presidente não trará, sozinha, uma realidade diferente da dos últimos anos.
A mudança passa por estabelecer, no curto prazo, políticas concretas de profissionalização. Elas passam pelo afastamento de conselheiros amadores dos cargos chave, com diretorias ocupadas exclusivamente por profissionais de mercado remunerados sem relação com política e sem interferência dela.
Isso significa também acabar com a cultura de loteamento de diretorias como instrumento de barganha de apoio político com o colégio eleitoral, composto pelos 255 membros do Conselho Deliberativo.
Em seguida, alterar o colégio eleitoral em si, ampliando e democratizando o processo com eleição direta de associados, como acontece em clubes como Flamengo e Palmeiras.
Em um ambiente mais profissional, democrático e transparente, adotar práticas de governança e compliance que tornem impossível que um clube que fatura R$ 1 bilhão em um ano diga que faz pagamentos milionários em dinheiro vivo.
