28/02/2026

28 de fevereiro de 2026 07:30

Influenciador preso por divulgar “jogo do tigrinho” fazia ação social em MT

A Polícia Civil em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, deflagrou, nesta segunda-feira (9), a Operação Tiger Hunt, que investiga um grupo criminoso acusado de promover o lançamento de plataformas de jogos de azar online ilegais — com destaque para o chamado “jogo do tigrinho” — por meio de influenciadores digitais.

O divulgador do jogo do tigrinho foi preso nesta segunda-feira (9) em Cáceres. (Foto: Instagram)

Entre os alvos da operação, está Luiz Gustavo Almeida Silva, de 26 anos, que foi preso durante a ação e se identifica como Gamer Profissional e investidor esportivo. Ele também afirma ser proprietário de uma plataforma de apostas chamada GGServices.

No Instagram, onde ele acumula pouco mais de 6 mil seguidores, Luiz Gustavo ostentava uma vida de luxo, com viagens frequentes ao Rio de Janeiro, carros importados e passeios de jet ski.

No domingo (8), um dia antes da prisão, ele ainda fez uma publicação promovendo o jogo ilegal.

Influenciador divulga Tigrinho antes de ser preso
Alvo da operação, Luiz Gustavo, fez a divulgação do Jogo Tigrinho um dia antes de ser preso. Foto: reprodução/Instagram.

Também na rede social, o influenciador digital afirma promover ações sociais distribuindo sacolões às famílias carentes da cidade. Em uma delas, ele entregou alimentos para um família que teve a casa incendiada.

“Essa família está recomeçando do zero, e o pouco que pudemos fazer já significou muito para eles. Nosso objetivo com este vídeo é mostrar que, juntos, podemos transformar realidades e oferecer um pouco de conforto e dignidade”, escreveu ao postar a ação que fez.

A operação

No total foram expedidos 21 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão, cinco de busca e apreensão, além de sequestro de bens móveis e imóveis, quebra de sigilo bancário e sigilo telefônico, e suspensão das atividades econômicas das empresas envolvidas.

Além de golpes por meio dos jogos de azar, o grupo ainda comprava CPF de pessoas vulneráveis pelo valor de R$50 a R$100, forçando-as a realizar um cadastro em contas bancárias digitais, para utilizar em sites de apostas, bem como para lavar o dinheiro das empresas de que são sócios-proprietários.

Todo o esquema resultou em aumento expressivo do patrimônio dos investigados, que adquiriram veículos de luxo, imóveis, motoaquática, joias, além de viagens para destinos turísticos, inclusive frequentando restaurantes caros, ostentando uma vida que a população média não tem acesso.

Veja o momento que uma motoaquática é apreendida:

  1. Influenciadores eram usados para golpes com ‘jogo do tigrinho’ em Cáceres

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