A fabricante de microprocessadores Intel registrou prejuízo líquido de US$ 3,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, ampliando as perdas na comparação com o prejuízo de US$ 800 milhões no primeiro trimestre de 2025. A perda por ação foi de US$ 0,73, ampliando o prejuízo de US$ 0,19 registrado um ano antes.
A receita da companhia sediada em Santa Clara, na Califórnia (EUA), alcançou US$ 13,6 bilhões, alta de 7,1% em relação ao resultado obtido em igual período do ano passado. Segundo a empresa, o prejuízo trimestral refletiu encargos de reestruturação superiores a US$ 4 bilhões.
As ações da Intel tinham alta de 15,05% às 17h35 desta quinta-feira (23) no pós-mercado em Nova York, no horário de Brasília, após a divulgação do resultado financeiro. Os papéis fecharam o pregão regular da Nasdaq em alta de 2,31%.
O lucro por ação ajustado, de US$ 0,29 no trimestre, superou as projeções de analistas sondados pela Bloomberg, que previam lucro ajustado de US$ 0,01 por ação no período.
A receita também ficou acima da projeção de US$ 12,36 bilhões feita pelo mercado para os três primeiros meses do ano, e a estimativa de receita para o segundo trimestre também foi mais elevada do que o previsto por Wall Street.
Para o segundo trimestre, a Intel projeta receita entre US$ 13,8 bilhões e US$ 14,8 bilhões e ganho por ação de US$ 0,08, informou a empresa em comunicado.
“Apresentamos resultados sólidos no primeiro trimestre, refletindo o papel crescente e essencial da CPU [unidade de processamento central] na era da IA e a demanda sem precedentes por silício, bem como nossa execução disciplinada para expandir a oferta disponível”, disse o executivo-chefe financeiro (CFO) da Intel, David Zinsner, em comunicado.
