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14 de maio de 2026 11:02

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Interesse dos Estados Unidos na Groenlândia vem desde 1867

O interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia não é recente e remonta ao século XIX, quando o país começou a demonstrar ambições territoriais na região ártica. Em 1867, mesmo ano em que os EUA compraram o Alasca da Rússia, o então secretário de Estado do governo Andrew Johnson, William Seward, já manifestava a intenção de adquirir o território da Groenlândia, destacando sua importância estratégica e suas riquezas minerais.

Essa ambição americana continuou no início do século XX. Em 1910, o embaixador dos Estados Unidos na Dinamarca, Maurice Franz Egan, propôs uma troca de uma ilha nas Filipinas, que estava sob controle americano, pelo território da Groenlândia. A proposta, no entanto, não prosperou, e com a Primeira Guerra Mundial, os EUA temporariamente mudaram seu foco estratégico.

Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, quando a Dinamarca foi ocupada pela Alemanha nazista, os Estados Unidos e a Dinamarca chegaram a um acordo de segurança. Os americanos assumiram a proteção da Groenlândia, mas o acordo deixava clara a soberania dinamarquesa sobre o território. Após o fim da guerra, em 1946, o então presidente Harry Truman fez a primeira oferta formal para comprar a Groenlândia, oferecendo 100 milhões de dólares em barras de ouro.

Memorandos internos do Departamento de Estado americano, posteriormente divulgados, revelavam que os EUA consideravam o território “inútil” para a Dinamarca, mas essencial para a defesa americana. A visão era que a Groenlândia poderia servir como base para um eventual contra-ataque sobre o Ártico em caso de agressão da União Soviética durante a Guerra Fria. Embora a Dinamarca tenha rejeitado a oferta de venda, permitiu que os Estados Unidos instalassem bases militares no território, uma das quais permanece ativa até hoje.

O interesse renovado com Donald Trump

Em 2019, durante seu primeiro mandato, Donald Trump reacendeu o interesse americano pela Groenlândia, discutindo com assessores próximos a possibilidade de comprar o território. Trump se referia à aquisição como “um grande negócio imobiliário”, refletindo sua visão empresarial sobre questões geopolíticas. Quando essas conversas internas vieram a público, a resposta da Dinamarca foi clara: “A Groenlândia não está à venda”. Trump reagiu com irritação, cancelando uma viagem planejada a Copenhague.

Recentemente, fontes do governo americano revelaram à CNN que o renovado interesse de Trump pela Groenlândia estaria relacionado à captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Após o sucesso dessa operação, Trump teria moldado uma visão mais assertiva sobre a hegemonia dos Estados Unidos no hemisfério ocidental, voltando a considerar a aquisição do território ártico como parte dessa estratégia.

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