O Irã reiterou nesta terça-feira (20) o alerta aos Estados Unidos de que qualquer ação militar contra a liderança do país desencadearia uma “retaliação devastadora”, afirmou o porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, segundo a emissora estatal Press TV.
O general Abolfazl Shekarchi rejeitou as recentes ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo: “Não damos importância significativa ao clamor de Trump”.
Em entrevista ao portal Politico no fim de semana, Trump se referiu ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, como um “homem doente”, acrescentando que “é hora de buscar uma nova liderança no Irã”, declarações que Teerã condenou.
“Trump sabe que, se estenderem a mão da agressão contra o nosso líder (Khamenei), não apenas a cortaremos… como incendiaremos o mundo deles e não lhes deixaremos nenhum refúgio seguro na região”, disse Shekarchi, classificando a postura dos EUA como “guerra psicológica”.
A Comissão Parlamentar de Segurança Nacional do Irã declarou que um ataque contra Khamenei constituiria uma “declaração de guerra contra todo o mundo islâmico” e poderia incitar uma convocação para a “jihad”, ou guerra santa, por parte das autoridades religiosas.
O alerta surge após um dos levantes mais violentos no Irã desde 1979.
Protestos que eclodiram no final de dezembro devido a queixas econômicas foram recebidos com uma ampla repressão policial. Em meados de janeiro, as manifestações em larga escala haviam diminuído consideravelmente, embora atos isolados de desafio tenham persistido.
Trump afirmou nesta terça que continua incerto sobre o futuro das relações com o Irã, recusando-se a esclarecer se as opções militares ainda estão sendo consideradas.
