02/02/2026

2 de fevereiro de 2026 17:16

Irã sinaliza abertura para diálogo nuclear com EUA em meio a tensões 

Em um movimento diplomático que pode redefinir o cenário geopolítico, o presidente iraniano Massoud Pezeshkian ordenou o início de negociações diretas com os Estados Unidos sobre o controverso programa nuclear do país. A decisão, reportada pela agência de notícias Fars, surge em um momento de escalada de tensões com Washington e de intensos esforços de mediação por potências regionais como Turquia, Arábia Saudita, Egito e Catar.

A agência Fars, citando uma fonte governamental, informou que “Irã e Estados Unidos manterão discussões sobre a questão nuclear”, embora detalhes como datas e formato dos encontros ainda não tenham sido divulgados. A notícia foi ecoada pelos principais veículos de comunicação iranianos, incluindo o jornal estatal Iran e o reformista Shargh, indicando um raro alinhamento em torno da nova postura diplomática.

Fontes diplomáticas em Teerã sugerem que o Ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, poderá se encontrar nos próximos dias com o representante norte-americano Steve Witkoff. Turquia desponta como um possível local para o encontro, dada a atuação do país, ao lado de Egito, Arábia Saudita e Catar, como mediador informal em busca de uma desescalada que evite uma ação militar contra o Irã.

Posições antagônicas dificultam o caminho

Apesar dessa abertura, o Irã mantém suas exigências: a continuidade do enriquecimento de urânio para fins civis e a recusa em negociar seu programa balístico. Do outro lado, Washington exige a interrupção completa do programa nuclear e a redução do alcance dos mísseis iranianos. Essas posições diametralmente opostas configuram um cenário de negociação complexo e de alto risco.

A possibilidade de diálogo já havia sido antecipada por Araghchi em entrevista à CNN no domingo (1º), onde ele vislumbrava uma “possibilidade de discussão” caso a equipe negociadora dos EUA se guiasse pela declaração pública do presidente Donald Trump de buscar “um acordo justo e equilibrado” que assegure que o Irã não possua armas nucleares.

Desde então, os contatos diplomáticos se intensificaram. Na manhã desta segunda-feira, Araghchi conversou por telefone com seus homólogos turco, saudita e egípcio. O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaïl Baghaï, confirmou em coletiva de imprensa que Teerã está “examinando e finalizando os detalhes de cada etapa do processo diplomático”, com a expectativa de concluir a fase preparatória em breve.

Baghaï também fez questão de desmentir qualquer ultimato por parte dos Estados Unidos, afirmando categoricamente que “o Irã nunca aceita ultimatos”, em resposta a especulações sobre prazos impostos por Washington.

Trump mantém tom ambíguo, mercados reagem

Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump tem adotado um tom ambíguo, oscilando entre a disposição para negociar e a manutenção da pressão política. “Espero que encontremos um acordo”, disse Trump à imprensa, mas complementou com uma indireta aos alertas do Aiatolá Ali Khamenei sobre o risco de uma “guerra regional” caso as ameaças militares sejam concretizadas.

A movimentação diplomática ocorre em um delicado contexto regional, onde a estabilidade é crucial para segurança, comércio e mercados de energia. Os mediadores buscam, assim, evitar uma escalada que poderia ter consequências imprevisíveis.

Os mercados reagiram imediatamente ao sinal de distensão. Na abertura das negociações asiáticas, os preços do petróleo registraram uma queda de mais de 3%, refletindo a percepção de que a probabilidade de um confronto armado no Golfo Pérsico diminuiu, pelo menos por ora.

Embora a ordem de Pezeshkian represente a mais clara autorização política para o diálogo desde o aumento da pressão norte-americana, analistas alertam que a distância entre as exigências das partes continua considerável. A disposição para conversar não anula o risco de um fracasso nas negociações, mas indica que, no momento, Teerã e Washington estão optando pela mesa de diálogo em detrimento de uma confrontação aberta, cientes das graves consequências regionais e globais de uma ruptura.

*Com Agências

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