25/02/2026

25 de fevereiro de 2026 18:22

Juros subiram em janeiro e impactam famílias e empresas

As taxas médias de juros para famílias e empresas seguiram em crescimento em janeiro de 2026. Para pessoas físicas, a taxa média alcançou 61% ao ano, representando aumento de 0,9 ponto percentual no mês e de 6,7 pontos percentuais em 12 meses, conforme as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central.

O destaque ficou com o cartão de crédito parcelado, cuja taxa subiu 6,8 pontos percentuais no mês e 17,7 pontos em 12 meses, chegando a 194,9% ao ano. Após 30 dias de utilização do crédito rotativo, os bancos passam a parcelar a dívida nessa modalidade, que continua sendo a mais cara do mercado, mesmo com recuo recente: 424,5% ao ano em janeiro, redução de 13,7 pontos no mês e 26,3 pontos em 12 meses.

Outras taxas em alta para pessoas físicas incluem crédito pessoal não consignado (1,5 ponto), financiamento de veículos (1,3 ponto) e crédito consignado privado (1,2 ponto).

Para empresas, a taxa média situou-se em 25,2% ao ano, com aumento de 1,6 ponto no mês e 1,1 ponto em 12 meses. Esse desempenho foi influenciado pelo aumento sazonal das taxas de desconto de duplicatas, capital de giro acima de 365 dias, cheque especial e cartão rotativo.

As taxas mencionadas correspondem ao crédito livre, em que os bancos definem os juros. O crédito direcionado, com regras do governo, manteve taxas médias de 11,2% para pessoas físicas e 13% para empresas, com variações mínimas em relação a dezembro de 2025.

Juros em alta

Considerando crédito livre e direcionado, a taxa média das novas contratações chegou a 32,8% ao ano em janeiro, alta de 0,7 ponto no mês e 2,9 pontos em 12 meses. A elevação acompanha o ciclo da taxa Selic, mantida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, instrumento usado para controlar a inflação.

O spread bancário das novas contratações alcançou 21,9 pontos percentuais, refletindo a diferença entre custo de captação e taxa cobrada dos clientes.

Saldo do crédito

As concessões de crédito somaram R$ 651,5 bilhões em janeiro, aumento de 1,5% no mês. No acumulado de 12 meses, as operações nominais cresceram 9,4%, com destaque para empresas (9,7%) e famílias (9,1%). O estoque total de empréstimos do Sistema Financeiro Nacional chegou a R$ 7,115 trilhões, alta de 10,1% em 12 meses.

O crédito ampliado ao setor não financeiro atingiu R$ 20,812 trilhões, com ligeiro recuo de 0,3% no mês, impactado por empréstimos externos e valorização do real.

Endividamento das famílias

A inadimplência registrou 4,2% em janeiro, considerando atrasos acima de 90 dias. Empresas apresentaram 2,6% e famílias 5,2%. O endividamento das famílias ficou em 49,7% em dezembro de 2025, aumento de 1,3 ponto no ano, enquanto o comprometimento da renda chegou a 29,2%, refletindo a relação entre dívidas e renda acumulada.

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