A Justiça de Mato Grosso autorizou a quebra de sigilo e a varredura nos aparelhos eletrônicos do investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, preso sob acusação de estuprar uma mulher que estava detida na delegacia de Sorriso. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Judiciária Civil.
O mandado de prisão foi cumprido no último domingo (1º), na residência do investigado. Segundo as investigações, o crime teria ocorrido entre a noite de 9 e a madrugada de 10 de dezembro do ano passado, dentro da própria unidade policial.
O caso tramita sob segredo de Justiça. A informação sobre a quebra de sigilo dos dados foi confirmada pela delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, responsável pela apuração. De acordo com a Polícia Civil, a medida tem como objetivo verificar se há outras possíveis vítimas, além de buscar indícios de coação, ameaça e abuso de autoridade supostamente praticados pelo investigador.
FIQUE ATUALIZADO COM NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: CANAL DO WHATSAPP | PLANTÃO NORTÃO MT | INSTAGRAM DO NORTÃO MT
Relembre o caso
Em dezembro de 2025, a vítima foi presa temporariamente após ser apontada como suspeita de envolvimento em um homicídio no município. Em depoimento, no entanto, a jovem negou as acusações e contestou a versão apresentada por um motorista de aplicativo que a havia delatado.
Diante da falta de provas, a própria Polícia Civil solicitou a revogação da prisão da mulher. Mesmo assim, enquanto permaneceu detida na delegacia, ela relatou ter sido estuprada quatro vezes pelo investigador.
Segundo a investigação, para evitar a denúncia, Manoel teria ameaçado matar a filha da vítima, que é menor de idade. O caso segue sob apuração da Polícia Civil.
NORTÃO MT
