Foto: Reprodução
A Justiça Eleitoral de Mato Grosso cassou os mandatos do prefeito de Brasnorte, Edelo Ferrari (União Brasil), da vice-prefeita Roseli Gonçalves e do vereador Gilmar Celso Gonçalves por abuso de poder econômico nas eleições de 2024. A decisão foi proferida na terça-feira (2) pelo juiz Romeu da Cunha Gomes, da 56ª Zona Eleitoral, e determina ainda a realização de novas eleições no município, que fica a 587 km de Cuiabá.
Segundo a sentença, os três políticos participaram de um esquema de compra de votos envolvendo a comunidade indígena Enawenê-Nawê. Conforme apurado no processo, o grupo teria aliciado cerca de 100 indígenas para transferirem seus domicílios eleitorais para Brasnorte, oferecendo transporte irregular, dinheiro, combustível e até frangos congelados na véspera da votação.
Além da cassação, o juiz também declarou a inelegibilidade de outros quatro envolvidos no esquema, reforçando o entendimento de que houve grave violação à normalidade e legitimidade do processo eleitoral.
Manifestação nas redes sociais
Após a repercussão do caso, Edelo Ferrari se manifestou publicamente por meio das redes sociais. Em um vídeo gravado, o prefeito disse ter recebido a decisão com surpresa e afirmou que já está preparando recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).
“Temos a consciência tranquila de que fizemos uma campanha limpa. Vamos recorrer e lutar para restabelecer a verdade”, declarou.
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Apesar do recurso, os efeitos da decisão passam a valer imediatamente, e o município deve aguardar a definição de nova data para as eleições suplementares.
O caso tem gerado grande repercussão na região, sobretudo pela gravidade das acusações e pelo envolvimento de comunidades tradicionais no processo eleitoral.
