A Justiça decidiu manter preso o motorista de aplicativo Jhonathan Eleazar Borges Santa, de 41 anos, apontado como responsável por duas mortes no trânsito em Várzea Grande: o atropelamento da idosa Idalina Ferreira Lopes, de 63 anos, no bairro Mapim, e o acidente que matou o motociclista Rodrigo Leonardo de Souza.
A decisão foi tomada após audiência de custódia em Cuiabá, assinada pela juíza Edna Ederli Coutinho, que considerou a gravidade dos fatos e o histórico do investigado no trânsito.
Idosa atropelada e motorista fugiu
O caso de Idalina Ferreira Lopes aconteceu na avenida Chile, em Várzea Grande. A idosa morreu no local após ser atropelada. O motorista fugiu sem prestar socorro. Câmeras de segurança, dados do carro alugado e informações do aplicativo ajudaram a polícia a chegar até o suspeito.

Na delegacia, segundo a Polícia Civil, o motorista apresentou versões diferentes sobre o caso. Em um primeiro momento, disse que não se lembrava do ocorrido. Depois, passou a negar envolvimento no atropelamento.
Submetido ao teste do bafômetro, o resultado foi de 0,22 mg/L de álcool.
Motociclista morreu após batida
Na decisão, a Justiça também detalha o caso do motociclista Rodrigo Leonardo de Souza, que morreu após um grave acidente de trânsito em Várzea Grande. Conforme os autos, Rodrigo conduzia a motocicleta quando perdeu o controle da direção, caiu na pista e, na sequência, colidiu contra um poste, morrendo ainda no local. O óbito foi constatado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A investigação da Polícia Civil indica que o mesmo motorista investigado pelo atropelamento da idosa teria se envolvido na ocorrência e deixado o local sem prestar socorro ao motociclista. Esse comportamento foi destacado na decisão judicial como um dos elementos considerados para a manutenção da prisão preventiva, diante da gravidade dos fatos e do risco à segurança no trânsito.
Histórico considerável na decisão
De acordo com a Justiça, o motorista já tem passagens por embriaguez ao volante, registradas no ano de 2022 e 2024. Para a magistrada, isso mostra que ele voltou a cometer infrações graves com desfecho fatais.
Além de manter a prisão, a decisão determinou a suspensão do direito de dirigir por dois anos.
O caso segue sendo investigado e pode ter o crime reavaliado, dependendo do andamento das investigações.
Crime pode ser reavaliado pela Justiça
Na decisão, a juíza apontou que o caso pode deixar de ser tratado como homicídio no trânsito e passar a ser analisado como homicídio doloso, quando a pessoa assume o risco de matar. Para a magistrada, o consumo de álcool, a fuga do local e o histórico do motorista mostram uma conduta perigosa, que será avaliada com mais rigor ao longo da investigação
A possível mudança no enquadramento dependerá do avanço das investigações da Polícia Civil e da análise do Ministério Público.
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