O servidor público Rodrigo do Nascimento Castro, 38 anos, conhecido como “Sampa”, teve a prisão preventiva mantida durante audiência de custódia pelo juiz Rafael Deprá Panichella, da 1ª Vara Criminal de Sorriso. Ele é acusado de participação no homicídio de Euler Ramon Bastos dos Santos, de 25 anos, ocorrido em dezembro de 2025.
De acordo com denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal, Rodrigo teria atuado como motorista no crime, transportando Lucas da Silva de Jesus apontado como autor dos disparos e uma adolescente até o local da execução. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o grupo teria ligação com a facção Comando Vermelho e o homicídio estaria relacionado à disputa entre organizações criminosas rivais.
Conforme o promotor Luiz Fernando Rossi Pipino, a ação foi previamente planejada, com divisão de tarefas e estratégia para evitar a identificação dos envolvidos. A denúncia aponta ainda que Rodrigo teria estacionado o veículo de forma estratégica para não ser flagrado por câmeras de segurança e facilitar a fuga após os disparos.
O Ministério Público também sustenta que, durante as investigações, o servidor teria tentado obstruir o trabalho policial ao indicar deliberadamente uma pessoa inocente como participante do crime, o que levou à prisão temporária de uma mulher posteriormente liberada após o esclarecimento dos fatos.
Ao manter a prisão, o magistrado destacou que a liberdade do acusado representa risco à ordem pública e à instrução criminal, diante da gravidade do caso e dos indícios apresentados.
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Defesa alega coação e inocência
A defesa do servidor afirma que ele é inocente e que teria agido sob grave ameaça praticada pelos verdadeiros executores do crime. Em entrevista, o advogado declarou que Rodrigo foi coagido a conduzir os envolvidos até o local dos fatos.
“A versão do Rodrigo é justamente essa: ele sofreu grave ameaça e foi obrigado a conduzir essas pessoas. Ele não teve liberdade para agir de outra forma naquele momento”, afirmou o defensor.
Segundo a defesa, após o ocorrido, o investigado permaneceu em silêncio por medo de represálias, especialmente contra seus familiares. O advogado ressaltou que Rodrigo é pai, possui emprego fixo na Prefeitura de Sorriso, não tem antecedentes criminais e sempre foi conhecido como trabalhador.
A defesa também questiona a necessidade da prisão preventiva, alegando que o servidor tem residência fixa e colaborou com as investigações desde o início. “Não vejo culpa alguma do Rodrigo nessa situação. A defesa está convicta da inocência dele”, declarou.
O advogado informou ainda que não comentará detalhes do inquérito por estratégia jurídica e que as argumentações serão apresentadas no momento oportuno à Justiça. Ele também afirmou que parte da acusação estaria baseada no depoimento de um menor de idade supostamente envolvido, ponto que será contestado ao longo do processo.
O caso segue em tramitação na Justiça.
NORTÃO MT
