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23 de janeiro de 2026 16:27

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Macron diz que UE pode reagir a ameaças tarifárias dos EUA por disputa sobre a Groenlândia

Foto: Instagram/reprodução

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta terça-feira (20), durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, que a União Europeia não deve hesitar em utilizar o mecanismo anticoerção do bloco como resposta às ameaças de tarifas feitas pelos Estados Unidos em meio à disputa envolvendo a Groenlândia.

Segundo Macron, o instrumento, previsto na legislação europeia, mas nunca acionado, pode ser usado caso as pressões comerciais avancem. O mecanismo permitiria, por exemplo, restringir o acesso de empresas americanas ao mercado europeu.

“Você consegue imaginar isso? É uma loucura”, afirmou o presidente francês, ao comentar a escalada de tensões provocada pela intenção do governo de Donald Trump de assumir o controle do território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca.

Macron criticou de forma contundente o uso de tarifas como instrumento de pressão política. Para ele, esse tipo de postura enfraquece a cooperação internacional e ameaça princípios básicos da ordem global.

“A cooperação dá lugar a uma concorrência implacável. Tarifas que prejudicam nossos interesses de exportação e exigem concessões máximas são fundamentalmente inaceitáveis, sobretudo quando usadas para pressionar soberania territorial”, disse.

O presidente francês reforçou ainda que a França e a União Europeia seguem comprometidas com o multilateralismo, que, segundo ele, é essencial para conter a lógica da força nas relações internacionais.

“A França e a Europa devem defender um multilateralismo eficaz, porque ele serve aos nossos interesses e aos de todos que se recusam a se submeter ao domínio da força”, afirmou.

Macron também abordou os desafios estruturais do cenário econômico global, citando o consumo excessivo nos Estados Unidos, o baixo consumo e alto investimento na China, e a perda de competitividade da Europa, marcada por investimentos insuficientes.

Em tom crítico, o presidente francês avaliou que os europeus têm sido ingênuos ao não protegerem suas próprias empresas. “Proteção não significa protecionismo. Os europeus são os únicos que não defendem seus mercados quando outros países não respeitam condições justas de concorrência”, disse.

Ao final, Macron defendeu maior investimento direto estrangeiro chinês na Europa, especialmente em setores estratégicos, como forma de impulsionar o crescimento e favorecer a transferência de tecnologia.

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