13/05/2026

13 de maio de 2026 14:14

mãe de pet celebra vínculo especial

No Dia das Mães, nem todo laço nasce da maternidade tradicional. Alguns chegam em forma de patinhas, rabinho abanando e olhar atento. Foi assim que Luna, uma schnauzer de 7 anos, entrou na vida da servidora pública Flávia Saldanha, de 46 anos, e transformou a rotina da casa em uma história de afeto, presença e responsabilidade.

Luna chegou pouco tempo depois de Flávia perder Alice, uma sharpei que a acompanhou por quase 10 anos. Ainda vivendo o luto, ela recebeu de uma amiga algumas fotos de filhotes de schnauzer.

Luna. -Foto: Arquivo Pessoal

“Uma amiga me mandou fotos e eu mal conhecia a raça; me apaixonei. Ela insistiu muito para eu ir conhecer a ninhada e, quando vi aquela bolinha de pelos, me apaixonei e já voltei com ela nos braços”, conta.

Aos poucos, Luna deixou de ser apenas uma cachorrinha recém-chegada e passou a ocupar um espaço essencial na família. Para Flávia, o momento em que percebeu isso foi quando começou a organizar a própria rotina, pensando também nas necessidades dela.

Luna e Flávia dormindo juntas. - Foto: Arquivo Pessoal
Luna e Flávia dormindo juntas. – Foto: Arquivo Pessoal

“Luna é extremamente carinhosa e muito apegada a mim. Na pandemia, ficamos mais ainda grudadas. Hoje eu desço pela manhã para dar a voltinha dela, durmo com ela na cama e me mantenho no campo de visão dela, porque sei que isso é importante para ela”, conta

Quando a rotina aperta, Flávia conta com uma ajuda especial: a irmã, que também ganhou um papel importante nessa relação. “Luna tem madrinha, sim”, brinca.

Para Flávia, ser mãe de pet é assumir um compromisso diário com um ser que depende de cuidado, atenção, alimentação, carinho e proteção. O vínculo aparece nos pequenos gestos, principalmente na hora de dormir.

Luna e Flávia juntas. - Foto: Arquivo Pessoal
Luna e Flávia juntas. – Foto: Arquivo Pessoal

“Ela precisa estar encostada. Pela manhã, ela se aconchega de conchinha. Eu sei que, ali, ela está se sentindo amada e segura”, conta.

Mas Luna também cuida. Flávia conta que a cachorrinha se tornou uma espécie de suporte emocional em momentos difíceis. Diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e já tendo enfrentado períodos de depressão, ela diz que Luna nunca saiu de perto quando percebeu que algo não estava bem.

“Todas às vezes que não estou bem emocionalmente, parece que ela sente e não sai do meu lado”, relata.

A maior demonstração de carinho, segundo Flávia, acontece todos os dias, quando ela chega em casa. Luna uiva, abana o rabinho, fica agitada e demonstra uma alegria difícil de colocar em palavras. É uma recepção simples, mas cheia de significado.

Luna. Foto: Arquivo Pessoal
Luna. Foto: Arquivo Pessoal

Apesar do amor evidente, Flávia diz que já ouviu críticas por se considerar mãe de pet. “Ouço com frequência que projetei minha maternidade em um cachorro, que isso não é normal… Não ligo, sempre tive animais e cuidei com todo meu amor; para mim, eles têm um amor puro”, relata..

A convivência com Luna também ensinou que amor por um pet exige responsabilidade. Além do carinho, há custos, vacinas, alimentação de qualidade, tosas, cuidados de saúde e, principalmente, tempo disponível.

Luna faz parte até da decoração da casa de Flávia. - Foto: Reprodução
Luna faz parte até da decoração da casa de Flávia. – Foto: Reprodução

Neste Dia das Mães, Flávia deixa uma mensagem para outras mulheres que também se reconhecem como mães de pet: valorizar esse amor diário, sincero e sem interesse.

“A gente tem o privilégio de receber um amor livre de qualquer interesse, porque nossos pets só querem atenção e carinho”, diz.

Entre lambidas, aconchegos e companhia silenciosa nos dias difíceis, a história de Flávia e Luna mostra que família também pode ser formada por quatro patas, uma cama dividida e um amor que cabe inteiro no colo.

Luna. - Foto: Arquivo Pessoal
Luna. – Foto: Arquivo Pessoal

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