“Malês” era o termo usado para definir escravos muçulmanos que professavam o islamismo e, muitas vezes, eram mais instruídos que seus senhores.
Bom, o núcleo da história é a Revolta dos Malês, idealizada pelos escravos africanos que sabiam ler, escrever e falar árabe, em sua maioria, e lutaram contra a escravidão e a imposição religiosa. Foi a maior revolução de escravizados da história do Brasil.
O roteiro é muito bem escrito por Manuela Dias e retrata com muita perfeição a realidade histórica da cidade de Salvador daquele momento.
Com atores excelentes, interpretando personagens de força e personalidade, que exigem muito foco e entendimento histórico mesmo.
O elenco é incrível: o próprio Antônio Pitanga, Camila Pitanga, Rocco Pitanga, Patrícia Pillar, Lázaro Ramos, Taís Araújo, Chico Dias, João Miguel, Samira Carvalho, Bukassa Kabengele (que é um ator congolês-brasileiro), entre outros.
Todos com performances incríveis, mas gostaria de destacar Patrícia Pillar, que faz um papel muito desconfortável: o de uma escravagista cruel, racista e perversa. Imagino o quanto é conflitante interpretar um personagem desse tipo.
