Após o impacto inicial da operação que resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, o dólar opera próximo da estabilidade no exterior, enquanto as bolsas europeias avançam na manhã desta terça-feira. Os preços do petróleo sobem levemente, diante da avaliação de que a Venezuela ainda deve levar algum tempo para ampliar sua produção. Já o ouro avança no mercado internacional, refletindo a maior demanda por proteção em meio aos riscos geopolíticos.
Por volta das 8h15, o Stoxx 600 subia 0,08% e o FTSE 100, de Londres, avançava 0,52%, enquanto os futuros dos índices americanos rondavam a estabilidade. O DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, tinha alta de 0,9%, aos 98,42 pontos.
Em meio às incertezas sobre o futuro do país, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Venezuela não deverá realizar eleições nos próximos 30 dias e sugeriu que o governo americano pode subsidiar os esforços de empresas de energia para reconstruir a indústria petrolífera venezuelana. Na esteira dessas declarações, ações do setor avançaram em Wall Street ontem, e o mercado segue atento a novos desdobramentos.
O Brasil pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU) reaja ao episódio durante reunião do Conselho de Segurança realizada nesta segunda-feira, em Nova York. Na ocasião, o governo brasileiro defendeu que os “fins não justificam os meios” e que o Conselho precisa “assumir a responsabilidade” para evitar que a lei do mais forte prevaleça.
No cenário doméstico, investidores acompanham os dados da balança comercial de 2025, além de entrevista coletiva do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, prevista para as 15h15. Ainda na agenda local, o mercado observa o leilão de NTN-Bs e LFTs pelo Tesouro. No exterior, o destaque fica para a divulgação dos índices de gerentes de compras (PMI) composto e de serviços dos Estados Unidos referentes a dezembro.