Para piorar, após a gravidez, ela entra em um trauma pós-parto, e seu marido fica o dia todo fora. Essa solidão, junto ao trauma, acentuou ainda mais seus comportamentos delirantes. O entendimento desse filme depende muito da visão de cada pessoa que o assistir.
“Morra, Amor” é um filme que se assemelha aos filmes do diretor dinamarquês Lars Von Trier pelo estilo da trama, por usar problemas psicológicos graves e também pela maneira das filmagens e pelos cortes.
Quem assistiu a “Anticristo”, de Lars Von Trier, vai perceber a semelhança dos delírios psicóticos da personagem. Claro que esse problema se agrava a cada momento e envolve todas as pessoas ao redor, principalmente o marido Jackson, sua mãe e seu tio.
Ainda temos no elenco uma atriz incrível e premiada: Sissy Spacek. Quem tem dúvida de quem ela é vai lembrar de “Carrie, A Estranha”, de 1976. Como tio, temos outro ator de primeira qualidade, o também premiado Nick Nolte.
Para mim, o diretor Lynne Ramsay fez algo incrível, que é criar um filme baseado na mente de uma pessoa em estado psicótico. Ele mostra como funciona a cabeça de Grace, e as imagens demonstram as alucinações que ela tem.
Demora um pouco para perceber quais são as situações que realmente acontecem e quais são delírios de uma pessoa com psicose.
