Leila não poupou as palavras ao rebater o vídeo de Dudu. Chamou-o de covarde e disse que suas justificativas eram um deboche. “Ele deveria ser homem o suficiente para estar aqui na minha frente , como eu falaria com ele. É complicado para mim também. Ouvi muitas críticas machistas dizendo que é frescura e não é. Nós sofremos diariamente. Temos que dar um basta. Não cabe no futebol e nem na sociedade. Nós mulheres precisamos ser respeitadas.”
Precisamos mesmo. E não somos. As agressões acontecem de fato todos os dias, sem que boa parte de nossos colegas, chefes, companheiros, amigos, familiares dê muita bola. Quando não são eles os agressores.
A presidente do Palmeiras não é unanimidade. Pergunte a quem acompanha de perto a política do clube o que ela faz para garantir seu poder — tudo indica que esteja em curso um movimento para garantir a ela um absurdo terceiro mandato.
Goste você dela ou não, seu papel e importância são indiscutíveis. Leila Pereira, afinal, ocupa uma posição privilegiadíssima: poderosa e bilionária, com uma enorme plataforma, pouco a perder e muito mais recursos para lutar por direitos que são dela, mas por extensão nossos. É impossível não prestar atenção no que acontece com ela e, quando o que acontece com ela é justiça, essa justiça respinga em todas nós.
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