A Netflix anunciou nesta quinta-feira (26) que não vai aumentar sua proposta pela Warner Bros. Discovery, encerrando a disputa com a Paramount pelo controle do estúdio. Com a decisão, a empresa liderada por David Ellison deve vencer a corrida pela companhia.
A plataforma de streaming havia firmado, em dezembro de 2025, um acordo para adquirir parte da Warner. Desde então, a Paramount vinha tentando superar a oferta e assumir o controle total do grupo.
Na terça-feira, a Warner considerou que a nova proposta apresentada por Ellison era “superior” e deu prazo de quatro dias para que a Netflix apresentasse uma contraproposta.
Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, afirmaram que a empresa optou por não igualar os valores oferecidos pela concorrente.
Segundo eles, o acordo negociado inicialmente criaria valor para os acionistas e tinha um caminho regulatório claro, mas deixou de ser financeiramente interessante diante do novo patamar exigido para competir com a Paramount.
A oferta mais recente da Paramount prevê pagamento de US$ 31 por ação, totalizando cerca de US$ 110 bilhões — valor que inclui a dívida da Warner Bros. Discovery. Já a última proposta da Netflix, estimada em US$ 83 bilhões, excluía ativos como a CNN e o Discovery, que seriam desmembrados e formariam uma nova empresa.
A Paramount também elevou a multa contratual a ser paga caso o negócio seja barrado por órgãos reguladores: de US$ 5,8 bilhões para US$ 7 bilhões.
No comunicado, Sarandos e Peters destacaram que a aquisição seria positiva para a indústria do entretenimento e para a preservação de empregos nos Estados Unidos, mas reforçaram que a transação nunca foi tratada como essencial a qualquer custo.
“Era uma oportunidade interessante no preço certo, não uma necessidade estratégica a qualquer valor”, resumiram os executivos.
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