No fim das contas, à falta de dois jogos para a conclusão do Mundial de Clubes da Fifa, estão vivos na disputa pelo título os campeões da Champions League de 2021, 2022, 2024 e 2025 – falou só o de 2023, o Manchester City, inegavelmente a maior decepção europeia do torneio e possivelmente a maior decepção da temporada como um todo. No mata-mata, deu 3 a 1 para a Europa contra a América do Sul, a única vitória tendo sido a do Fluminense contra a Inter de Milão.
O Mundial deixou claro que os sul-americanos ainda competem com os europeus e que seguem sendo muito mais relevantes, fortes e importantes que os clubes da Ásia. África e Concacaf, o que faz ser muito criticável a recente decisão da Fifa de misturar todos no mesmo balaio na Intercontinental (de fim de ano). Mas competir com os europeus, hoje, significa ser melhor que os times de terceiro escalão, estar no mesmo patamar dos de segundo escalão e estar inegavelmente bem abaixo dos times de primeiro escalão.
Os clubes em fim de temporada demoraram um pouco para entrar no ritmo do torneio, enquanto os brasileiros se prepararam para ele como a competição da vida. Quando o Mundial foi depurando e sobraram os melhores – e no mata-mata, com ritmo, não falta vontade a ninguém -, deixou de ter competição. Se olharmos com frieza para a partida desta terça-feira, não teve jogo.
