As entrevistas de Carlo Ancelotti já não tem mais a leveza dos primeiros meses como treinador da seleção brasileira.
Os resultados ruins. O futebol abaixo da média. A repetição de perguntas sobre Neymar.
O ambiente carregado faz Ancelotti até fazer algo que é raro para ele: escorregar nas respostas, como que defesa é mais importante que ataque para ganhar Copa do Mundo (a história diz o contrário).
Apesar do momento conturbado, tanto CBF como o italiano dão sinais que vão estender o contrato até o Mundial de 2030.
Se o futebol brasileiro fosse algo racional, assinaria embaixo a renovação de Ancelotti.
Mas, sinto dizer, que o Brasil, incluindo no futebol, definitivamente “não é para amadores”.
O Brasil ganhar a Copa de 2026 é algo bem improvável. São muitos times mais bem treinadores e talentosos.
Mas isso já era esperado.
Duro vai ser suportar o Brasil sair sem título e jogando pouca bola.
Nesse caso, Ancelotti só dura até 2030 por milagre.
Serão quatro anos de cornetas, de pouca paciência das arquibancadas com a modorrenta eliminatórias no caminho.
E ainda tendo que enfrentar o calendário maluco, as críticas pesadas nas redes sociais.
Difícil acreditar que alguém com o currículo e a idade do treinador italiano suporte tudo isso.
O torcedor brasileiro deveria dar um crédito para Ancelotti, mesmo se ele fracassar na Copa que começa em menos de três meses.
Ele é um dos maiores treinadores da história. Parece realmente que gostar de estar no Brasil.
Mas torcedor de seleção brasileira não quer saber do futuro.
O que importa é o agora. Ganhar em primeiro lugar. Melhor ainda com espetáculo.
Sem taça ou “jogo bonito” em 2026, só por milagre também o Brasil suporta Ancelotti até 2030.
